Agência ANSA
SANTIAGO DO CHILE - O candidato governista ao segundo turno das eleições presidenciais do Chile, Eduardo Frei, agradeceu aos dirigentes que apoiaram outros candidatos no primeiro turno e que hoje "somam-se" à sua candidatura.
- Há muitos dirigentes que apoiaram outros candidatos, tanto [o independente] Marco Enríquez-Ominami como [o comunista] Jorge Arrate, que estão se juntando a nós. Por isso, sinto que nestes cinco dias demonstramos que esta candidatura representa a imensa maioria dos chilenos - disse Frei, referindo-se ao período posterior ao primeiro turno, realizado no último dia 13.
Frei, que já governou o país entre 1994 e 2000 pela Concertación, também afirmou que, se eleito, dará ênfase ao fortalecimento da educação pública de qualidade e do sistema público de saúde, dois pontos que o diferenciam da campanha de seu adversário, o empresário Sebastián Piñera.
- A oposição oferece entregar dinheiro à população para que as pessoas comprem a saúde no setor privado. Nós queremos uma saúde pública de qualidade - explicou.
O candidato governista, que fez as declarações em um ato em Rancagua -- a 88 quilômetros de Santiago do Chile --, fará hoje comícios em Valparaíso e Viña del Mar.
No primeiro turno das eleições, Frei obteve 29% dos votos. Já Piñera, da Coalizão pela Mudança, obteve 44%. Em terceiro lugar ficou Enríquez-Ominami, que foi a opção de 20% dos eleitores.
Segundo pesquisa divulgada ontem, o candidato opositor também direciona-se a conseguir a maioria na nova votação. Um estudo realizado pela Universidade do Desenvolvimento e pelo diário La Segunda, dá a Piñera 48% das preferências, contra 43% de Frei.
Se confirmada a projeção, o empresário, que é um dos homens mais ricos do país, colocará fim a 20 anos de hegemonia da aliança de centro-esquerda Concertación, que governa o país desde 1990.
15:23 - 19/12/2009