Agência ANSA
MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que a agressão cometida contra o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, demonstra os riscos aos quais os líderes políticos se submetem.
- O ataque a Berlusconi é a prova dos riscos que existem no trabalho dos líderes dos vários países - disse Medvedev, segundo informou seu conselheiro, Arkadi Dvorkovic.
- Foram imagens horríveis, e nós exprimimos nossa plena aproximação [a Berlusconi] - destacou o líder do Kremlin, desejando que o chefe de Governo italiano "se recupere logo".
Berlusconi deixou hoje o hospital San Raffaele, em Milão, onde estava internado desde o último domingo devido a uma agressão que sofreu após um comício.
O italiano Massimo Tartaglia, de 42 anos, jogou uma estatueta do Duomo [catedral] de Milão contra o rosto de Berlusconi, que fraturou um osso do nariz, quebrou dois dentes e feriu o lábio superior.
Levado ao instituto de saúde, em um primeiro momento, previa-se que o chefe de Governo permaneceria internado por apenas 24 horas sob observação. Mas a hospitalização foi prolongada devido à persistência das dores.
Em um boletim sobre o quadro de saúde do premier divulgado na terça-feira, os médicos recomendaram que Berlusconi se afaste das atividades públicas por ao menos quinze dias.
O médico pessoal do premier, Alberto Zangrillo, informou que Berlusconi irá para sua residência na cidade de Arcore, localizada na província de Milão, região da Lombardia.
Durante os dias em que esteve hospitalizado, o chefe de Governo recebeu uma série de telefonemas e mensagens de autoridades políticas, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o francês Nicolas Sarkozy e o papa Bento XVI.
09:46 - 17/12/2009