Osmar Portilho, Portal Terra
SÃO PAULO - Em um ano cheio de lançamentos em torno da carreira de Wilson Simonal, a EMI lança uma caixa com boa parte da obra do cantor. Focada entre os anos de 1961 e 1971, a caixa reúne em nove CDs (sete simples e um duplo com 41 raridades) os 12 discos lançados nesse período pela gravada extinta Odeon.
O número de sucessos e a transição do intérprete entre os gêneros até firmar o seu estilo caracteriza esta parcela de sua carreira que podemos considerar com seu auge.
O material, além de simplesmente compilar as gravações do cantor, é uma boa oportunidade de explorar a voz de Simonal como instrumento variável passando por estilos e gêneros brasileiros diferentes. Entre alguns experimentos e outros, estão discos que flertam com a jovem guarda, bossa nova e o samba cadenciado no jazz com os álbuns Tem Algo Mais (1963), A Nova Dimensão do Samba (1964) e muito material extraído dos compactos lançados na época.
Com Vou Deixar Cair... (1966), fica mais evidente o estilo que marcaria a sonoridade mais famosa de Simonal. Dali partiram os volumes de Alegria, Alegria (1967 e 1969), que compilam alguns sucessos clássicos como Mamãe Passou Açúcar em Mim e Nem Vem Que Não Tem, esta última que embala festas de jovens fãs de samba rock até hoje. Outro destaque fica com Show em Simonal (1967), registro feito ao vivo no Teatro da Record.
Os últimos lançamentos feitos pela gravadora que fecham a caixa comemorativa, Simonal (1970) e Jóia, Jóia (1971), são responsáveis por dar um tom mais introspectivo e menos "festeiro" na carreira do cantor, parte disso responsável por todas as polêmicas sobre o suposto envolvimento do cantor com os bastidores da ditadura militar.
11:59 - 25/11/2009
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