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País

Av. Niemeyer tem uma faixa interditada

Portal Terra

PORTO ALEGRE - Policiais militares do Rio Grande do Sul lotaram o Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa do Estado, em Porto Alegre, para pressionar os deputados pela derrubada do conjunto de medidas para os servidores da Brigada Militar, proposta pela governadora Yeda Crusius (PSDB). Os policiais ameaçam entrar em greve caso o projeto seja aprovado. As informações são do jornal Zero Hora.

O projeto da governadora propõe reajustes salariais para a categoria, entretanto exige que a contribuição para a Previdência dos Militares passe de 7,2% para 11%. Durante a manifestação no Dante Barone, os policiais protestaram contra o comandante-geral da Brigada Militar, João Carlos Trindade, além de vaiarem os deputados. Durante visita aos gabinetes dos parlamentares, os policiais pediram a derrubada das propostas da governadora.

Segundo o jornal, com a manifestação, os deputados da base governista, que defendiam a urgência da votação, agora afirmam que é bom poder discutir o projeto. O deputado líder do Piratini na Assembleia, Pedro Westphalen (PP), afirmou que o governo reconhece que algumas distorções precisam ser revistas.

O projeto proposto pela governadora destina aumento salarial maior para militares que ocupam postos elevados na corporação, oficiais como major, tenente-coronel e coronel, e um reajuste menor para os que trabalham em cargos intermediários, como sargentos, tenentes e capitães. A proposta prevê um aumento também para os soldados, que hoje recebem R$ 1.007,00 e passariam a receber R$ 1,2 mil.

Para o presidente da Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar, soldado Leonel Lucas, o pacote de Yeda pretende aumentar o abismo salarial entre os militares. Ele afirmou ainda que a BM é uma só e o aumento salarial deveria ser linear.

O comandante da BM, João Carlos Trindade, apontado pela Casa Civil como condutor das negociações com o Piratini, afirmou que as tratativas com o governo sobre o pacote estão terminadas. Segundo o coronel, a greve dos policiais militares não deve ocorrer, pois é proibida por lei.

Nelson Marchezan Jr. (PSDB), o único deputado que defendeu o pacote proposto pelo governo, foi vaiado pelos militares. O deputado afirmou que não iria votar contra um projeto que aumenta os salários de quem ganha pouco.

09:57 - 25/11/2009









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