Agência ANSA
ROMA - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que o país analisará a possibilidade de enviar mais tropas ao Afeganistão, caso os Estados Unidos solicitem.
- Se houver um pedido da parte dos Estados Unidos, o governo analisará, porque pretende dar um sinal positivo à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) - informou o chanceler, em entrevista ao programa televisivo Uno Mattina.
Frattini também defendeu que "seria um erro falar de número [de soldados] e de estratégias neste momento".
- Não se pode falar de números sem antes dizer quais são os objetivos, dentro de qual prazo - comentou o chanceler, referindo-se ao fato do presidente dos EUA, Barack Obama, ainda não ter anunciado se fará alterações na missão no Afeganistão.
O ministro italiano ratificou que "a aliança começou junto e deve terminar junto o trabalho. Como disse o presidente Obama, não podemos deixar o Afeganistão nas mãos do terrorismo".
Frattini, no entanto, lembrou que o mandatário afegão, Hamid Karzai, assegurou que "em cinco anos o país estará sob controle".
- A Itália é o terceiro país da Europa que mais contribuiu para a missão no Afeganistão. Fizemos muito, e há países que fizeram pouco - destacou o chanceler. Em outubro, o governo italiano autorizou o aumento de seus soldados no país, por meio de um decreto de refinanciamento das missões internacionais.
Com a decisão, passa de 2.800 a 3.227 o número de italianos que integram a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, na sigla em inglês), órgão que trabalha pela estabilização do Afeganistão.
Também foram enviados 400 soldados para acompanhar as eleições presidenciais afegãs, realizadas no dia 20 de agosto.
09:51 - 25/11/2009