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Esportes

Flu começa a decidir, em Quito, a Copa Sul-Americana

Tiago Leite, Jornal do Brasil

RIO - A torcida tricolor pediu nas arquibancadas, os deuses do futebol atenderam e colocaram Fluminense e LDU frente a frente em mais uma decisão continental. Na primeira partida da final da Copa Sul-Americana, quarta-feira, às 21h50, no estádio Casablanca, em Quito, o Tricolor terá a oportunidade de exorcizar o fantasma equatoriano que ronda as Laranjeiras desde a fatídica perda da Libertadores, há pouco mais de um ano.

Algumas semelhanças marcam o novo confronto. Se o peso do título não é igual, o roteiro e o cenário são os mesmos, com a primeira partida disputada nos 2.850 metros de altitude de Quito e a segunda no Maracanã. Assim como no ano passado, o Fluminense chega à final atravessando ótima fase, com uma invencibilidade de 13 jogos. Porém, para reescrever a história com um final feliz, o time tricolor não pode repetir os erros de 2008, quando perdeu por 4 a 2, no Equador. Remanescente da equipe, o goleiro Fernando Henrique ainda lamenta a goleada de 4 a 2 que contribuiu para a perda da taça, e aponta o excesso de confiança como principal motivo.

- Perdemos o título mais fácil da história do Fluminense. Depois de eliminarmos o São Paulo e o Boca Juniors, achamos que a taça estava em nossas mãos. Só depois do primeiro tempo, quando levamos quatro gols, vimos que a dificuldade era muito grande. A longa viagem e a altitude não foram os grandes problemas, mas sim o excesso de confiança - revela o goleiro, que foi expulso na semifinal contra o Cerro Porteño e não viajou para o Equador. Mesmo com a incrível sequência do time atual, Fernando Henrique não acredita em novo 'oba-oba'. - Estamos vacinados. Mesmo quem não participou daquela derrota sabe o que aconteceu.

Fernando Henrique viveu a melhor fase da carreira durante a campanha da Libertadores e acumulou experiência. Hoje, mesmo sendo reserva de Rafael, o goleiro é uma das lideranças do grupo e ajuda a orientar aos companheiros, até mesmo o artilheiro Fred, grande responsável pela arrancada do time neste fim de temporada.

- Ainda no Recife, o Fred me perguntou se poderíamos superar a LDU em Quito. Pelo nosso volume de jogo, temos condições. Quarta-feira é meu aniversário e o Fred disse que trará a vitória de presente. Mas o importante é saber que temos dois jogos para decidir.

Os personagens do duelo mudaram bastante, já que apenas quatro jogadores reeditarão a final: Conca, pelo Fluminense, e Campos, Norberto Araújo e Bieler, pela LDU. Na torcida para que o tricolor conquiste o título desta vez, jogadores que perderam a Libertadores dão dicas para a partida. Segurar o ímpeto dos equatorianos no início do jogo é uma delas.

- A pressão da torcida nos primeiros 20 minutos é muito forte. O time da LDU costuma atacar muito no início e o Fluminense precisa ter calma para administrar bem a partida. Se o time souber conter a pressão, acredito que terá boas chances de retornar com um bom resultado - diz o meia Thiago Neves, autor de quatro gols nos dois jogos finais.

Cícero, que está Hertha Berlim, da Alemanha, faz coro ao ex-companheiro e afirma que altitude é outro problema.

- O ideal é cadenciar a partida no início e os contra-ataques serão essenciais. A maior dificuldade é a velocidade da bola e em alguns momentos falta um pouco de fôlego também - lembra.

21:48 - 24/11/2009









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