Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - A nomeação do atual premier belga, Herman Van Rompuy, para inaugurar a Presidência do Conselho Europeu foi alvo de críticas de muitos diplomatas sexta-feira por considerarem Rompuy, assim como a atual Comissária do Comércio do bloco, Catherine Ashton, como líderes de pouca experiência e peso político para ocuparem os respectivos cargos.
As nomeações de Rampuy e Ashton foram decididas por unanimidade por governantes dos 27 países do bloco. Os cargos foram criados pelo Tratado de Lisboa com o objetivo de reforçar a UE no cenário internacional.
Em entrevista à BBC, o deputado europeu, Daniel Cohn-Bendit, líder do Partido Verde francês, afirmou que a UE “chegou ao fundo do poço” com a nomeação de Rampuy, “um presidente insosso”, e Ashton, “um Alto Representante insignificante”.
De acordo com diplomatas de diversos países europeus que aceitaram falar à BBC em condição de anonimato, a escolha das nomeações foi impulsionada pela França e Alemanha, países que agora estariam negociando importantes cargos para seus comissários no Executivo europeu.
A ideia de que a UE preferiu optar por políticos que teriam menos peso acabou sendo sublinhada por declarações do próprio Van Rompuy, que em seu discurso de aceitação prometeu ser um presidente “discreto”.
– Toda minha vida política tem sido marcada pela busca do entendimento e do respeito tanto de adversários como de parceiros. Pretendo continuar pelo mesmo caminho – disse.
22:35 - 20/11/2009