Jornal do Brasil
BRASÍLIA - Em visita à Bahia, quarto maior colégio eleitoral do país e governado pelo aliado Jaques Wagner (PT), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse sexta-feira, em entrevistas a rádios baianas, que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff – sua candidata à sucessão – tem “perspectiva enorme de vencer” as eleições do ano que vem. Para o presidente, a petista também não sai perdendo no quesito simpatia.
Lula destacou a importância de que todos saibam que a ministra é a sua candidata ao governo e justificou a sua escolha
– Trabalho com a Dilma há oito anos e sei da competência gerencial e política dela. Ela está muito entrosada com tudo o que nós fizemos. Ela iria apenas colocar o estilo dela no governo e fazer as coisas novas que não conseguimos fazer – disse o presidente.
Campanha
Lula sabe para quem fala. Ciente da briga política do PMDB e do PT no estado, que romperam a aliança local, e de que pesquisas recentes mostram que o tucano José Serra lideraria a corrida presidencial no estado, o presidente fez questão de aproveitar a passagem para ressaltar a importância de Dilma.
Questionado sobre as chances da ministra, o presidente afirmou que, se a simpatia for importante nas eleições, Dilma não sai perdendo.
– Tem adversário dela que é muito menos simpático do que ela. Então, se for por simpatia, ela já está eleita – brincou Lula.
O presidente não revelou, no entanto, quem, na sua opinião, seria o maior rival da atual ministra.
Votos
Em sua entrevista, Lula afirmou que acredita no potencial que o governo tem de transferir votos para os candidatos que apoia. Ele disse achar mais difícil que isso seja feito para cargos regionais, como os de vereador e prefeito, pela proximidade que os candidatos têm com a população, mas defendeu o poder da sugestão do candidato à presidência.
Sobre um terceiro mandato, Lula afirmou acreditar que, se a oposição estivesse no seu lugar, teria pedido a extensão.
– Se fosse o lado de lá que estivesse na situação em que eu estou, eles teriam levantado a tese do terceiro mandato – criticou.
– Eu acho que oito anos é de bom tamanho para um democrata.
Lula também disse que não prende assumir algum cargo em um organismo quando deixar a presidência.
Caso Battisti
O presidente Lula revelou sexta-feira, na visita a Salvador, que já tem a sua decisão sobre o caso do italiano Cesare Battisti, que teve a extradição aprovada pela Justiça, mas não quis revelar. Lula apenas reforçou que pediu ao italiano, via emissários, que cessasse a greve de fome que começou no presídio da Papuda, em Brasília. (Com agências)
21:42 - 20/11/2009