Agência ANSA
ROMA - O secretário-geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), monsenhor Mariano Crociata, afirmou que os mafiosos e todos os envolvidos no crime organizado, não precisam receber explicitamente a excomunhão, pois estão automaticamente excluídos da Igreja.
Em entrevista coletiva concedida em Assis, o sacerdote comentou também as recentes investigações que apontaram o envolvimento de políticos do sul com redes mafiosas.
- É evidente que o tema do crime organizado está bem presente no documento, uma realidade dramática, mas não desesperadora e não invencível - analisou Crociata. O sacerdote explicou que quem se dedica à criminalidade já "está fora da comunhão" da Igreja, mesmo que expresse sua "religiosidade".
Crociata, porém, reconheceu que a exclusão da Igreja "não resolve este drama social, que se estende a toda a Itália, e não só ao sul". Segundo o secretário-geral da CEI, é preciso o "empenho de todos, das instituições, da Justiça".
A respeito da política italiana, o sacerdote refutou a ideia de que a democracia na Itália esteja em "declínio", mas lembrou que o país precisa "ser guiado e governado" e não pode assistir a um debate público entre governo e oposição que se reduz à "troca de acusações".
11:55 - 11/11/2009