"Essa cobertura é ainda pouco difundida no Brasil. No entanto, nos Estados Unidos e na Europa ela é muito comum. O seguro dá mais tranqüilidade aos envolvidos, ajudando a gerenciar os riscos da operação", afirma Rafael Yamato, gerente da área de Linhas Financeiras da Zurich, uma das poucas seguradoras no mercado brasileiro a trabalhar com essa cobertura.
O POSI cobre basicamente a possibilidade da empresa e seus dirigentes serem demandados pelos acionistas em função das informações prestadas durante a oferta. Também podem ser responsabilizados os Acionistas Controladores e os Acionistas Vendedores. A proteção pode incluir todos os envolvidos em uma oferta de ações: companhia emissora, diretores, conselheiros, acionista controlador e vendedor, banco de investimento e escritórios de advocacia.
Segundo Yamato, o mercado de capitais brasileiro amadureceu com a crise mundial. "Antigamente existiam investidores que participavam de todas as Ofertas Públicas de Ações, não se interessando em relação ao conteúdo das informações no prospecto e na qualidade da Cia. Hoje o cenário é muito diferente, os investidores estão muito mais seletivo em relação à aplicação de seus investimentos ocasionando assim uma preocupação muito grande das empresas em se protegerem", comenta.
"A legislação brasileira do mercado de capitais é uma das mais severas do mundo. Por maior cuidado que se tome, a empresa está sujeita a algum risco. Com o POSI, a empresa transfere grande parte deste risco a seguradora", explica Rafael. A contratação deste seguro é sigilosa, mas a Zurich já segurou 6 emissões de ações no Brasil. "Acreditamos que esse mercado deva crescer, com o desenvolvimento da governança corporativa, a recuperação dos mercados e a atuação ativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)", afirma o executivo.
(MLC - Agência IN)
10:04 - 10/11/2009