Fúlvio Melo, Jornal do Brasil
DA REDAÇÃO - Anselmo Vendrechovski Júnior. Nome de artista, cineasta, menos jogador de futebol. Por isso mesmo, ao se tornar profissional de futebol, ser chamado apenas de Juninho. Neste domingo, Botafogo e Coritiba, presente e passado de Juninho, se encontram às 18h30, no Engenhão, palco responsável pela queda de Ney Franco do comando alvinegro no primeiro turno do Brasileiro.
Hoje ídolo da maior parte da torcida alvinegra – embora alguns insistam em criticá-lo – Juninho está acostumado a conviver com as críticas. Ex-jogador de várzea, quando defendia as cores do Combate Barreirinha, o zagueiro foi fazer teste no Coritiba. Ex-atleta e funcionário do clube há mais de 40 anos, seu Krieger assistiu ao início do então rechonchudo aspirante a jogador.
– Ele chegou bem gordinho. Fez um trabalho durante dois meses para entrar no peso. Muitos queriam que ele não ficasse – lembra Krieger.
Do Coritiba, Juninho chegou ao Botafogo, passou por São Paulo, 2008, não se firmou e voltou ao Botafogo para ser comandado por Ney Franco. O treinador, como Juninho, terá um sentimento diferente ao voltar ao Engenhão. Após deixar o time em 15º lugar, Ney assumiu o adversário de deste domingo.
Sobre a boa relação com os dirigentes do Botafogo, Ney afirma que poderia trabalhar em um time da Série B, mas torce, a partir da próxima rodada, para que o Botafogo não retorne para a Segundona.
– Depois do jogo, torço para o Botafogo não descer. Com projeto, treinaria um time na Série B – garantiu Ney.
Tentando não voltar à zona de rebaixamento, Estevam Soares, atual treinador alvinegro, conta com a volta de Leandro Guerreiro e Wellington, recuperados de lesões.
19:45 - 07/11/2009