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País

Discurso do PSDB é esquizofrênico, diz secretário-geral do PT

Bruno de Castro, Portal Terra

FORTALEZA - O candidato à presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) e secretário-geral da legenda, José Eduardo Cardozo (PT-SP), afirmou, na tarde deste sábado, em Fortaleza (CE), que o discurso utilizado pelo PSDB para criticar o governo Lula é fraco e incoerente.

- E eu diria até verborrágico e esquizofrênico. Precisariam de um tratamento psiquiátrico - disse.

Para ele, os tucanos ainda não conseguiram alinhar o discurso de ataque ao Palácio do Planalto, pois ora reclamam dos programas sociais, ora reivindicam a paternidade dessas mesmas iniciativas. Como exemplo, citou o Bolsa Família, projeto de transferência de renda que, só na capital cearense, atende a mais de 200 mil pessoas e é classificado pelo PSDB como assistencialista.

- Isso mostra que, no fundo, eles são frustrados por terem tido um sucessor que os bateu em todos os índices - afirmou, referindo-se ao presidente Lula, criticado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em um artigo publicado essa semana.

Cardozo classificou a postura do tucanato com relação à execução de programas sociais como tímida quando estiveram no Poder nos dois mandatos de FHC.

- Enquanto nós fomos e somos ousados - disse, afirmando que a falta de alinhamento dos opositores deve favorecer o PT na corrida das eleições 2010.

Um dos articuladores diretos da pré-campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à sucessão do próximo ano, Zé Eduardo tem percorrendo vários Estados do País. Chegou ao Ceará vindo de São Paulo, Brasília, Bahia e Pernambuco. Mas já andou também por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Os objetivos dele são: reforçar sua candidatura ao comando nacional do partido e solidificar as alianças regionais pró-Dilma, que, em algumas localidades, está ameaçada. No Ceará, por exemplo, a possibilidade do deputado federal Ciro Gomes (PSB) lançar-se à disputa compromete a aliança entre petistas e socialistas.

O irmão do parlamentar é o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), que já declarou apoio incondicional a Ciro. No entanto, membros do PT asseguram que, se isso acontecer, o partido sai com candidato próprio ao governo local como forma de criar palanque para Dilma.

Porém, Cardozo posicionou-se contra essa tese.

- Torço para que não aconteça. Não há por que. Acredito na maturidade política das lideranças daqui para chegarem a uma solução - disse.

Contudo, o presidenciável do partido admitiu que algumas alas da agremiação ainda sofrem com essa falta de maturidade.

- O PT precisa de ajustes. Há muitas coisas que precisam ser alteradas.

Apesar da confissão, Zé Eduardo descartou as chances disso emperrar a candidatura de Dilma. Segundo ele, a ministra cresceu acima do esperado nas pesquisas de intenção de voto e o PT acredita, inclusive, em vitória logo no primeiro turno, apesar desses mesmos levantamentos indicarem o contrário. Pelos estudos, o pré-candidato e governador de São Paulo, José Serra (PSDB), leva vantagem na briga.

Por fim, ele colocou-se contra as chamadas "filiações em massa", fenômeno que recentemente "afetou" o PV - devido ao ingresso da senadora Marina Silva - e, agora, incide no PT.

- Eu acho que, até ter direito de voto dentro do partido, a pessoa devia passar por cursos de formação política. Precisamos revitalizar alguns processos - disse.

15:57 - 07/11/2009









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