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Cultura

Omara Portuondo defende fim de embargo a Cuba após prêmio Grammy

Nelson Acosta, REUTERS

HAVANA - A cantora cubana Omara Portuondo, ganhadora de um prêmio Grammy Latino em Las Vagas, defendeu o fim do embargo de quase meio século dos Estados Unidos contra Cuba, segundo declarações divulgadas nesta sexta-feira em um site oficial da ilha. Portuondo, de 79 anos, conquistou o prêmio na categoria de Melhor Álbum de Música Tropical e se tornou a primeira artista residente da ilha a participar de uma cerimônia de entrega dos Grammy latinos.

- Seria melhor para todos que não houvesse bloqueio (embargo) dos Estados Unidos - disse Portuondo, nervosa, após receber o prêmio por seu álbum "Gracias".

A artista é reconhecida mundialmente após ter participado no projeto musical "Buena Vista Social Club", ganhador de um Grammy em 1998.

A cantora disse que retornaria a Cuba e "dividiria o Grammy entre todos, um pedaço para cada um", segundo o site oficial na Internet Cubadebate.

- Pela primeira vez recebi este prêmio que é tão importante para muitos criadores e é muito bom que os que contribuíram com este disco saibam que ganhamos o Grammy - destacou.

Pouco antes de receber o prêmio, Portuondo esteve no palco em Las Vegas para atuar como apresentadora. Ela é uma das poucas artistas cubanas a se apresentar nos EUA desde 2002.

- Claro que isso (embargo) tem que terminar. Para quem é bom isso? Terminar seria o melhor para todo o mundo - disse a jornalistas.

Washington, que aplica um embargo econômico à ilha desde 1962, impediu em outras ocasiões a participação de outros músicos residentes em Cuba nas cerimônias do Grammy, negando a emissão de vistos.

O disco "Gracias" é uma viagem musical pelos 60 anos de vida artística de Portuondo e foi gravado no fim de 2008 na ilha.

15:19 - 06/11/2009









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