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Internacional

Colômbia reitera vontade de dialogar com a Venezuela

Agência ANSA

BOGOTÁ - O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, reiterou a disposição do país para dialogar com a Venezuela a fim de solucionar a crise bilateral que se agravou nos últimos dias.

- A vontade da Colômbia de dialogar com a Venezuela se mantém. O interesse do presidente da República e do chanceler é procurar os cenários de interlocução junto ao chefe de Estado e ao governo da Venezuela - disse Bermúdez a jornalistas em Bogotá.

Ontem, as autoridades venezuelanas informaram terem detido no estado de Barinas cerca de 100 imigrantes colombianos que podem ter cruzado a fronteira de maneira ilegal.

Os presos estavam em três micro-ônibus e ainda não se sabe o que eles fariam no país. A investigação caberá ao Ministério Público.

Também nesta quinta-feira, um suposto paramilitar foi morto e outras duas pessoas foram detidas pela Guarda Nacional venezuelana na área da fronteira em Táchira.

Segundo Caracas, o fato ocorreu durante a apuração das mortes, ocorridas na segunda-feira, de dois oficiais do país em um posto de controle na mesma região.

O chanceler colombiano admitiu que "há dificuldades e problemas sensíveis" entre as duas nações, que mantêm relações congeladas desde julho, "mas acreditamos que a maneira de abordá-los é falando precisamente, e estamos dispostos a isto".

O congelamento das relações foi decretado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, após ter sido acusado por Bogotá de repassar lançadores de foguetes às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Além disso, pesou para a decisão o novo acordo que o país vizinho assinou com os Estados Unidos para ceder sete de suas bases militares.

Quanto aos crimes ocorridos na fronteira, Bogotá acusa Caracas de permitir o livre trânsito de grupos armados ilegais na região. A Venezuela, por outro lado, diz ser vítima do conflito armado interno colombiano, que está transbordando seus limites territoriais.

Para reforçar a presença militar nestas localidades, o governo venezuelano ordenou o envio de 15 mil agentes da Guarda Nacional para atuar nos estados que fazem fronteira com Brasil e Colômbia.

O objetivo é justamente ampliar o combate a grupos ilegais, como narcotraficantes, e coibir o contrabando de mercadorias.

12:42 - 06/11/2009









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