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Economia

Brasil, porto seguro de investimentos da Citroën

Antonio Puga, Jornal do Brasil

RIO - Enquanto a indústria automotiva mundial tenta recuperar-se dos efeitos da crise econômica, o Brasil se tornou mercado estratégico para as montadoras, que veem na estabilidade da moeda e nos bons números de vendas em nosso território uma horizonte com grande potencial. É apostando neste crescimento contínuo que o diretor mundial da Citroën, Fréderic Banzet, projeta para o próximo ano que a marca venda mais de 100 mil unidades e um aumento da participação de mercado de 2,42% para 3,5%.

Para o executivo o país tem importância destacada no setor e a rápida recuperação da crise mostra que os objetivos da Citroën podem ser alcançados:

– Os números revelam que temos uma presença forte no país. Em setembro vendemos 7.200 unidades, um crescimento de 34.10% em comparação a agosto. No acumulado do ano foram 51 mil emplacamentos. Queremos ser reconhecidos no Brasil como uma marca forte. Para isto iremos expandir a rede de concessionárias e melhorar cada vez mais o serviço de atendimento ao cliente.

Segundo Banzet, a crise obrigou os fabricantes de automóveis a mudar suas estratégias. A opção da Citroën foi se reinventar e projetar para o futuro.

– A primeira atitude que se tem quando aparece o quadro de recessão é cessar todos os programas, seria um suicídio se tivéssemos tomado este rumo. Decidimos apostar em outro caminho, o de avançar, reinventar e fazer modificações. Começamos por mudar o logotipo da marca, o visual das concessionárias e até a linha de produto – explica o diretor mundial da marca que integra o grupo PSA.

Mercado internacional

Ocupando a sétima colocação entre os fabricantes de veículos na Europa, a expectativa do grupo é chegar nos próximos três anos entre os primeiros até 2012. E, para atingir este objetivo, a estratégia é oferecer cada vez mais produtos com mais tecnologia, design e ousadia.

– Temos uma gama muito boa de produtos na Europa, como o C5, que até o final de julho havia emplacado 50.800 unidades. O mesmo acontece com o C4 Picasso, com 82 mil carros vendidos. Agora estamos lançando o DS3, um carro emblemático que é diferente de tudo o que produzimos até agora – garante ele. – Este modelo estará no Brasil no final de 2010, como também a versão fora de estrada light do C3 Picasso (o carro deverá ser produzido na unidade do grupo em Porto Real), atualmente vendida na Europa. Teremos também reestilizações em modelos que são comercializados no país.

O novo veículo, que deverá custar na faixa de R$ 80 mil, virá para disputar um novo segmento aberto no Brasil, o de minicarros – ou luxo cult como prefere o pessoal de marketing das montadoras. O nicho surgiu a partir da importação do Smart (Mercedes- Benz), Mini Cooper (BMW) e mais recentemente o Cinquecento (Fiat).

Carros elétricos

Apesar de não descartar que o futuro é de carros elétricos, Fréderic Banzet acredita que os veículos que serão produzidos terão menos peças, mais leves, cada vez menos poluentes:

– Não descartamos os carros elétricos, até porque temos produtos nesta linha. Em 2010 teremos, por exemplo, uma versão do Berlingo elétrico, assim como outras modelos virão neste segmento. No entanto, a tendência é que façamos veículos com menos peças, ou que chamamos de carros essenciais. Serão mais leves, com menos peças e preço inferior aos atuais modelos de nossa linha. Não será um carro para correr a 200 km/h nas estradas, mas será eficiente e respeitará o meio ambiente.

17:51 - 24/10/2009









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