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País

Lula diz que Jesus teria que fazer coalizão com Judas no Brasil

JB Online

BRASÍLIA - Enm entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, para governar o Brasil, 'Jesus teria que chamar Judas para uma coalizão'. Lula afirmou que vai se empenhar para transferir sua popularidade à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, provável candidata do PT à presidência no pleito de 2010. - A transferência de voto não é como passe de mágica - disse.

Lula enfatizou que a possibilidade de Dilma ser eleita presidente em 2010, não caracterizaria um terceiro mandato. Ele classificou de 'debate pequeno' as críticas feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, à presença de Dilma em suas viagens.

- Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Se for candidata, a lei determina que tem prazo em que não poderá mais ir. Até lá, ela é governo - disse ele ao jornal.

Lula disse ainda que apoiou a permanência do senador José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado por uma questão de "segurança institucional". - A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Iam fazer um inferno neste país - afirmou.

Segundo o presidente, a escolha de Dilma para concorrer à presidência em 2010 foi feita por uma questão de viabilidade política e competência gerencial.

Lula confirmou a aliança com o PMDB, no entanto, afirmou que a decisão sobre o vice - cujo provável candidato é Michel Temer - será discutida pelo candidato.

Quando perguntado sobre o bom desempenho dos partidos de oposição nas pesquisas de opinião, Lula disse que ainda não há candidatos. Ele afirmou que jamais pediria a Ciro Gomes para abdicar de uma candidatura à presidência, e nega que tenha feito qualquer tipo de articulação para a candidatura de Ciro ao governo paulista.

Sobre a proximidade com personalidades políticas acusadas de envolvimento em escândalos de corrupção, Lula disse que não mantém relações de amizade, mas institucionais. - O cidadão tem de saber que eles foram eleitos democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto elas - afirmou.

Sobre a prática de usar bens públicos para conseguir alianças no Congresso, Lula disse que não é possível "montar o governo fora da realidade política".

06:39 - 22/10/2009









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