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Economia

Confiança do consumidor brasileiro está em queda

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - No entanto, maioria acredita que seja uma boa hora para comprar

A confiança do consumidor brasileiro caiu de 109 pontos no segundo semestre de 2008 para 88 pontos nos primeis seis meses deste ano. Mesmo com queda, o consumidor brasileiro está entre os mais otimistas do mundo, aponta pesquisa da Nielsen, divulgada sexta-feira. De acordo com o estudo, as previsões de compras, aplicações e perspectivas para o futuro apontam para um cenário positivo.

A pesquisa – feita com 25.140 usuários de internet em 50 países entre 19 de março e 2 de abril – verificou que a confiança média nos países da América Latina ficou em 82 pontos, enquanto a taxa global é de 77, ante 84 no levantamento anterior. No ranking do otimismo por país, os Estados Unidos ficaram com 80 pontos e a China com 89.

O levantamento aponta ainda que o brasileiro é o que mais acredita que esta seja uma época boa para comprar: 40% disseram crer que o momento seja excelente ou bom para isso, contra 32% da média regional e 42% da média global.

Mercado de trabalho

Em relação às perspectivas de emprego, 33% dos brasileiros consideram as expectativas excelentes ou boas, contra 25% da região. Nessa esteira, 57% dos brasileiros disseram ter boas perspectivas para suas finanças pessoais, ante média mundial de 42%. Quando o assunto é estabilidade no emprego, os chilenos são os mais receosos da região (44%), seguidos por colombianos e mexicanos (41%). No Brasil, o índice é de 35%.

Já em relação à crise econômica, apenas 23% dos brasileiros se disseram preocupados, abaixo da média de 26% na região. Os latino-americanos mais preocupados nesse sentido são os colombianos, com 34%, e os menos preocupados são os chilenos, com 18%.

Os dados levantados também revelam o perfil dos gastos. Após cobrirem despesas essenciais, 50% dos entrevistados disseram gastar com lazer fora de casa. Os chineses aparecem em segundo neste quesito (41%) e os alemães ocupam a terceira posição (40%). No ranking latino-americano, o Brasil é seguido por Argentina (33%), Colômbia (32%) e México (31%).

No quesito saúde, os latino-americanos mais preocupados são os brasileiros (16%) e chilenos (15%). Na outra ponta do ranking estão argentinos e venezuelanos, com 7% e 6%, respectivamente.

A Nielsen também perguntou qual a maior preocupação para os próximos seis meses. A resposta “equilíbrio entre trabalho e vida pessoal” é a primeira ou segunda preocupação de 25% dos brasileiros, o que coloca o Brasil como 3º no ranking mundial, atrás apenas da Indonésia e China.

22:26 - 03/07/2009










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