Jean-Pierre Langelier na Casa Jornal do Brasil Foto: Ana Paula AmorimJornal do Brasil
PARATY - Correspondente no Brasil do jornal francês Le Monde, Jean-Pierre Langelier diz que, ainda que o leitor europeu queira saber do Brasil e da América Latina e que tenha interesse por política, não é possível cair nas armadilhas do denuncismo. Espera que mesmo com a internet, os jornais ainda tenham compradores nas próximas décadas.
O jornalista falou sexta-feira à tarde, na Casa Jornal do Brasil, em Paraty, na palestra com o tema A visão francesa da imprensa, apresentada e traduzida do francês pelo diretor institucional da Casa Brasil, Reinaldo Paes Barreto. Jean-Pierre Langelier também aproveitou para admirar as fotos do arquivo do centro de documentação do JB, expostas na casa, com nomes da arte, da política e do esporte francês.
– Não sabia que a Catherine Deneuve esteve aqui em 1964. Essa foto do Charles de Gaulle foi antes ou depois do golpe? – perguntou.
Langelier aproveitou para dar a receita do que considera jornalismo honesto.
– O repórter deve se aproximar para colher a notícia na fonte, mas se afastar depois, para manter o rigor profissional. Mas deve saber que há informações que não interessam ao leitor. Na Europa, não adianta ficar acompanhando o caso Sarney, porque lá ninguém nem ao menos sabe quem é ele. Se Sarney abandonar a presidência do Senado, aí já podemos pensar em fazer uma reportagem.
22:23 - 03/07/2009
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