Agência ANSA
BUENOS AIRES - A presidente argentina, Cristina Kirchner, pediu nesta sexta-feira "responsabilidade" à população diante do aumento de casos da gripe A (H1N1), que já provocou pelo menos 26 mortes e contaminou mais de 1.500 pessoas no país.
- Devemos fazer um exercício de prudência e responsabilidade muito grande - disse a mandatária, em uma entrevista coletiva concedida em um hospital da comunidade de Malvinas Argentinas, na Grande Buenos Aires.
A presidente ponderou que, "diante de uma nova pandemia", é necessário "tomar medidas com base em critérios científicos".
O novo ministro da Saúde, Juan Manzur, anunciou que o governo passará a usar equipamentos que permitirão obter diagnósticos de casos da gripe em no máximo quatro horas.
Ele assegurou que o país dispõe de medicamento suficiente para tratar os doentes e recomendou às pessoas que apresentem os sintomas que "busquem um médico e evitem automedicar-se". Ontem, o governo começou a distribuir em todo o país 300 mil doses de antivirais.
Buenos Aires
Na província de Buenos Aires, a mais afetada no país, as autoridades sanitárias já cogitam suspender atividades e fechar estabelecimentos nos quais há grandes concentrações de pessoas.
A medida valeria por cinco dias e teria como objetivo conter a disseminação do vírus influenza A. Algo similar foi feito no México em abril, quando foi notificado o início da epidemia.
O secretário da Saúde local, Cláudio Zin, indicou que este fim de semana será "crucial" para avaliar possíveis "medidas drásticas para frear os contágios".
- Vou esperar até segunda-feira. Se a quantidade de casos diminuir, não tomarei nenhuma medida. Mas, caso aumentem, terei de refletir - sustentou.
Ele garantiu que as autoridades "monitoram a situação", mas reconheceu que "há muita gripe circulando".
17:26 - 03/07/2009