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Internacional

Honduras recebe OEA, mas alerta Zelaya para que não retorne

REUTERS

TEGUCIGALPA - O governo interino de Honduras alertou o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, que se mantenha afastado, mas indicou que pode adotar postura mais conciliadora nas negociações marcadas para esta sexta-feira com a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise no país.

Roberto Micheletti, chefe do governo interino instaurado após um golpe militar, disse estar contente com a chance de conversar com o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, que deve chegar a Honduras nesta sexta-feira com um ultimato. Ou Zelaya é restaurado no poder ou o país será suspenso da entidade.

Micheletti disse que pode estar aberto à antecipação da eleição presidencial ou até mesmo a um plebiscito sobre a volta de Zelaya para cumprir os quatro meses restantes de mandato, caso isso acalme a condenação global à deposição dele.

Insulza demonstrou cautela, no entanto, e disse a jornalistas na quinta-feira que duvida ser possível resolver a crise em apenas uma visita. - Não posso dizer que estou confiante. Farei tudo que puder, mas acho que será bastante difícil mudar as coisas em poucos dias - disse.

A OEA, que agrupa a maioria dos países das Américas, entre eles os Estados Unidos, é uma organização simbólica que promove a paz e a justiça, mas tem poderes limitados.

A nova administração hondurenha tem rejeitado qualquer tentativa de trazer Zelaya de volta ao país. Zelaya foi deposto em um golpe durante a madrugada por conta das disputas sobre os limites para a reeleição presidencial no país. É a pior crise na América Central desde a invasão do Panamá pelos Estados Unidos em 1989.

12:44 - 03/07/2009










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