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País

Polícia de SP procura suspeitos de violentar jovens em clube

Chico Siqueira, Portal Terra

ARAÇATUBA - A Polícia Civil de Paulo de Faria, a 529 km de São Paulo, procura duas mulheres e dois homens acusados de integrar um grupo de oito adultos e nove adolescentes, todos de classe média, denunciado pelo Ministério Público à Justiça por espancar, ameaçar e violentar uma menina de 13 anos e um menino de 12 dentro de um clube da cidade.

As agressões contra o casal de adolescentes ocorreram na madrugada de 20 de abril deste ano. Os menores entraram na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) para namorar, quando foram surpreendidos pelo grupo. De acordo com o promotor José Vieira da Costa Neto, o casal foi agredido física e sexualmente.

- Eles foram submetidos a todo tipo de abusos. O menino disse ter sido violentado e exames constataram lesões na vagina da garota. As agressões foram tantas que o garoto teve o braço quebrado. A menina perdeu um dente e sofreu ferimentos na boca - contou o promotor.

Segundo Costa Neto, as agressores foram registradas pelo celular de uma universitária, que freqüenta o curso de Odontologia em São José do Rio Preto, cidade vizinha, e por outra mulher, dona de uma loja de roupas em Paulo de Faria.

- Não conseguimos apreender o celular, mas quem viu, disse que as imagens mostram somente as vítimas sofrendo os abusos - disse o promotor.

Costa Neto pediu a prisão preventiva dos oito adultos e a internação dos nove adolescentes. Nesta quinta-feira, o delegado Valcir Passeti Junior esperava localizar as duas mulheres.

- Esperamos prender essas duas mulheres e os dois homens que estão foragidos o mais rápido possível - disse.

Ainda nesta quinta-feira, um professor, que teria participado das agressões, teria sido preso em Franca, cidade próxima.

O delegado não quis dar maiores detalhes porque o caso, segundo ele, está sob segredo de Justiça. No entanto, segundo ele, todos os presos são conhecidos na cidadezinha de Paulo de Faria. Entre eles, estaria um comerciante, dono de um lava-jato, que participou das agressões acompanhado do filho, de 16 anos.

- O adolescente ainda chegou no local dirigindo o carro do pai - afirmou o promotor.

Segundo Costa Neto, resta saber se o grupo perseguiu os adolescentes ou se o encontro foi armado. A chave do segredo estaria com um adolescente, de 15 anos, que teria acompanhado as vítimas à AABB, conseguiu fugir dos agressores e não foi mais localizado.

17:43 - 02/07/2009










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