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TEERÃ - Os conservadores no Irã pressionaram nesta quinta-feira por uma ação legal contra líderes moderados acusados de incitar a violência pós-eleitoral que diminuiu as esperanças do Ocidente de dialogar com Teerã sobre o programa nuclear da República Islâmica. - Aqueles que realizaram manifestações e reuniões ilegais devem ser perseguidos legalmente - disse Mohammad Taghi Rahbar, membro do Parlamento, segundo o jornal conservador Javan.
De acordo com a publicação, Rahbar está entre os vários parlamentares que se preparam para formular uma ação judicial sobre as atividades do candidato derrotado nas eleições presidenciais Mirhossein Moussavi.
A ala estudantil da milícia pró-governo Basji, que ajudou a polícia a reprimir as manifestações de rua após a eleição que reelegeu o presidente linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, também pediu que o procurador-geral do país leve Moussavi a julgamento.
As autoridades culpam Moussavi, um ex-primeiro-ministro moderado, pela violência do mês passado, na qual pelo menos 20 pessoas morreram. Moussavi, que afirma que a eleição foi fraudada em favor da reeleição de Ahmadinejad, nega as acusações.
Os conflitos provocaram um dilema nas potências ocidentais, divididas entre a simpatia pelos protestos e o desejo de manter vivas as chances de diálogo sobre o que consideram ser um programa disfarçado de armas nucleares na República Islâmica. O Irã nega que busque a fabricação de uma bomba.
Em Berlim, a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, disse desejar que a reunião do Grupo dos Oito na semana que vem envie um sinal enfático ao Irã, sem deixar de lado possíveis negociações sobre a questão nuclear.
10:21 - 02/07/2009