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PARIS - A única sobrevivente do acidente com um avião que caiu quando tentava posar no arquipélago de Comores, no Oceano Índico, encontrou-se com seu pai na França nesta quinta-feira. Bahia Bakari, que mal sabia nadar, segurou-se a destroços que flutuavam na água por mais de 12 horas antes de ser avistada por equipes de resgate no mar. - Eu sinto algo entre alívio e tristeza. Eu estou feliz por ver minha filha, mas sua mãe não voltou - disse o pai de Bahia, Bakari Kassim, no aeroporto Roissy, em Paris, pouco depois de saudar a filha em seu retorno de Comores.
As equipes de resgate não conseguiram encontrar nenhum dos outros 152 passageiros e tripulantes desde que o Airbus A310 da empresa Yemenia caiu na água nas primeiras horas de terça-feira. Aeronaves militares da França e dos EUA continuam a sobrevoar o local do acidente nesta quinta-feira para localizar destroços, que podem estar a até 500 metros de profundidade.
Médicos locais, que se impressionaram com o fato de que Bakari sobreviveu com apenas alguns cortes, arranhões e uma clavícula quebrada, disseram que ela recebeu alta a pedido de seu pai. - Foi a pedido do pai dela na França. A menina estava recuperando o ânimo e estava em um estado físico satisfatório - disse o médico Jean Youssef, chefe da unidade de desastre de Grande Comores.
Bakari voltou à França em um avião do governo francês com o secretário de Cooperação do país europeu, Alain Joyandet.
As causas do acidente ainda são desconhecidas, disseram autoridades. A aeronave, que fazia o trecho final de uma viagem iniciada em Paris e Marseille, foi o segundo Airbus a cair no mar em um mês.
O primeiro avião, um Airbus A330 da Air France, caiu em 31 de maio no oceano Atlântico durante um voo entre o Rio de Janeiro e Paris. A companhia aérea iemenita disse que havia 75 passageiros de Comores a bordo, além de 65 franceses, um palestino e um canadense. A tripulação era composta por seis iemenitas, dois marroquinos, um indonésio, um etíope e um filipino.
08:16 - 02/07/2009