"Precisamos fazer todos os esforços possíveis para que vocês mantenham esses postos de trabalho", disse o ministro aos representantes dos revendedores. De acordo com a Fenauto, o setor emprega direta e indiretamente cerca de 600 mil pessoas.
Com o acordo firmado, fica formalizada a decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) que estabeleceu que as empresas que se beneficiassem dessa nova linha de crédito tem que manter os empregos e criar condições para gerar novos postos de trabalho.
A linha especial de socorro a revendas de carros usados começou a ser operada pelo Banco do Brasil em 26 de fevereiro. Trata-se do FAT Giro Setorial, destinada às micro, pequenas e médias empresas do varejo de veículos usados (automóveis, caminhonetes e utilitários). Cada empresa pode obter até R$ 200 mil, com limite para a contratação até 30 de dezembro deste ano. Será cobrada a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 11,206% ao ano, o que resulta em taxa mensal de 1,4%. O prazo de pagamento pode chegar a 24 meses, incluindo cinco meses de carência. Trata-se, portanto, de linha destinada a Pessoas Jurídicas, sem envolver o financiamento direto do carro usado.
Apesar de Lupi e Fenauto terem assinado ontem acordo para bloquear demissões, na prática isso já estava sendo exigido pelo Banco do Brasil. Na obtenção de recursos da linha FAT Giro Setorial, é fixado no contrato assinado pelas revendas de veículos o compromisso de manter os empregos existentes na data da assinatura do documento de formalização do crédito. Também é exigido manter os postos de trabalho que vierem a ser gerados durante a vigência da operação. De acordo com o BB, cerca de 3,5 mil revendas de automóveis devem ser beneficiadas, em um grupo que gera faturamento bruto anual de R$ 60 milhões.
(Ayr Aliski - Gazeta Mercantil)
19:10 - 03/03/2009