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Economia

Em troca de linhas de crédito, Fenauto mantém cargos

BRASÍLIA, 3 de março de 2009 - O Ministério do Trabalho e Emprego formalizou hoje com a Federação Nacional de Revendedoras de Automóveis Usados (Fenauto) o compromisso de não demitir trabalhadores como contrapartida à liberação de R$ 200 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para linhas de crédito emergencial para as empresas revendedoras de veículos usados, que já estão sendo oferecidas pelo Banco do Brasil.

"Precisamos fazer todos os esforços possíveis para que vocês mantenham esses postos de trabalho", disse o ministro aos representantes dos revendedores. De acordo com a Fenauto, o setor emprega direta e indiretamente cerca de 600 mil pessoas.

Com o acordo firmado, fica formalizada a decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) que estabeleceu que as empresas que se beneficiassem dessa nova linha de crédito tem que manter os empregos e criar condições para gerar novos postos de trabalho.

A linha especial de socorro a revendas de carros usados começou a ser operada pelo Banco do Brasil em 26 de fevereiro. Trata-se do FAT Giro Setorial, destinada às micro, pequenas e médias empresas do varejo de veículos usados (automóveis, caminhonetes e utilitários). Cada empresa pode obter até R$ 200 mil, com limite para a contratação até 30 de dezembro deste ano. Será cobrada a variação da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 11,206% ao ano, o que resulta em taxa mensal de 1,4%. O prazo de pagamento pode chegar a 24 meses, incluindo cinco meses de carência. Trata-se, portanto, de linha destinada a Pessoas Jurídicas, sem envolver o financiamento direto do carro usado.

Apesar de Lupi e Fenauto terem assinado ontem acordo para bloquear demissões, na prática isso já estava sendo exigido pelo Banco do Brasil. Na obtenção de recursos da linha FAT Giro Setorial, é fixado no contrato assinado pelas revendas de veículos o compromisso de manter os empregos existentes na data da assinatura do documento de formalização do crédito. Também é exigido manter os postos de trabalho que vierem a ser gerados durante a vigência da operação. De acordo com o BB, cerca de 3,5 mil revendas de automóveis devem ser beneficiadas, em um grupo que gera faturamento bruto anual de R$ 60 milhões.

(Ayr Aliski - Gazeta Mercantil)

19:10 - 03/03/2009










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