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Economia

Bolsa sobe 0,64% em dia de forte volatilidade

SÃO PAULO, 3 de março de 2009 - Os investidores, temerosos quanto aos desdobramentos da crise financeira mundial, não conseguiram firmar uma tendência nos mercados acionários. O que se viu foi uma forte volatilidade na segunda etapa dos negócios, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e, ao final do dia, o índice acionário da BM&FBovespa marcou valorização de 0,64%, aos 36.467 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,89 bilhões.

O que salvou o Ibovespa de nova derrocada foram as blue chips. O preço do petróleo no mercado internacional, assim como as commodities metálicas, avançaram forte em meio a especulações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode tomar novas medidas para sustentar a relação oferta/demanda no encontro programado para o dia 15 de março. De acordo com o ministro de petróleo do Irã, Gholamhossein Nozari, a Opep deverá implementar os maiores cortes de produção já realizadas na história do cartel.

"O preço da matéria-prima também foi impulsionado por uma explosão em um oleoduto operado pela Royal Dutch Shell, no sul da Nigéria", afirma Roberto Alem, economista da M2 Investimentos.

Durante o dia, os investidores monitoraram o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), no Comitê de Orçamento do Senado. Bernanke afirmou que o efeito do pacote econômico de estímulo fiscal sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos poderá variar entre 1% e 3%, podendo até superar esse percentual no ano de 2010. As estimativas são do Escritório de Orçamento do Congresso Norte-Americano (CBO, na sigla em inglês).

Ele também se mostrou "furioso" com a situação da seguradora AIG. "Se houve um acontecimento que nos últimos 18 meses me deixou furioso foi o da AIG", afirmou. "Tomamos estas medidas [dois aportes bilionários] porque, para começar, achamos que a quebra da maior seguradora do mundo seria catastrófica para a estabilidade do sistema financeiro mundial", explicou Bernanke.

"O investidores está com medo. Esse movimento ora comprador, ora vendedor, deve ser visto até pelo menos, até o final do primeiro semestre deste ano", completou o economista da M2 Investimentos.

Por aqui, as ações ordinárias da Cyrela e Rossi Residencial se recuperaram dos tombos registrado ontem, com valorização de 9,31% e 5,16%, respectivamente. Os papéis ordinárias da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também figuraram entre as maiores alta dos Ibovespa (+4,84%). No sentido oposto Duratex PN (-5,5%), Perdigão ON (-4,33%) e Braskem PNA (-3,58%) apresentaram as maiores quedas.

(Vanessa Correia - InvestNews)

18:55 - 03/03/2009










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