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Internacional

Guiné-Bissau empossa novo líder após assassinato de presidente

REUTERS

BISSAU - O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, prestou juramento como chefe de Estado interino na terça-feira, um dia depois do assassinato do presidente João Bernardo Vieira. De acordo com a Constituição, Pereira assume o cargo temporariamente até que seja realizada uma eleição presidencial.

Vieira foi morto em sua residência na segunda-feira, numa aparente vingança pela morte no domingo de um importante rival, o chefe das Forças Armadas, general Batista Tagme Na Wai. Enviados de países da África Ocidental e de países de língua portuguesa, incluindo Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde, viajaram à capital, Bissau, na terça-feira, numa tentativa de evitar um possível golpe de Estado ou mais levantes.

O Exército negou que queira tomar o poder, mas soldados permaneciam em locais estratégicos da antiga colônia portuguesa, atualmente com 1,6 milhão de habitantes, onde traficantes de drogas alimentaram anos de instabilidade. O Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) decidiu não suspender Guiné-Bissau, pois os ataques não representaram um golpe de Estado. O país vizinho Guiné foi suspenso da UA após um golpe em dezembro que se seguiu à morte de seu presidente.

- A União Africana apela urgentemente aos atores e partidos políticos desse país que exercitem a moderação e se abstenham de lançar o país uma vez mais em uma espiral de luta pelo poder - disse o organismo do continente em uma declaração divulgada mais cedo.

- A União Africana ressalta a necessidade de fazer todo o esforço a fim de evitar o uso de violência e controle de poder como meio de acertar disputas - afirmou, acrescentando que mandaria um enviado a Guiné-Bissau 'a fim de avaliar a situação e evitar que ela se agrave'.

Enviados dos países de língua portuguesa, incluindo o secretário de Estado português para Relações Exteriores e Cooperação, João Gomes Cravinho, chegaram a Guiné-Bissau na terça-feira.

- Nós mantemos contato telefônico constante, mas na verdade estar ali envia um tipo diferente de sinal e dá mais uma oportunidade para conversar. Neste momento não há indicação da necessidade para qualquer força militar ou internacional a Guiné-Bissau - disse Cravinho à televisão SIC, de Portugal, antes de viajar.

15:47 - 03/03/2009










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