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RIO - Inaugurada ontem, a faixa reversível instalada na Rua Humaitá, para desafogar o trânsito de Botafogo, já tem opositores que lutam por sua extinção. O presidente da Associação de Moradores do Humaitá, Paulo Giffoni, promete entrar com uma ação no Ministério Público para anular a decisão. Com a faixa reversível, a Rua Humaitá fica com quatro pistas no sentido Jardim Botânico e duas no sentido Botafogo, de segunda a sexta-feira, entre 17h e 20h.
- Vou entrar com uma ação no Ministério Público. Estou juntando provas e conversando com as pessoas para fazer um abaixo-assinado - ameaça.
O aumento de 15% no fluxo do tráfego no horário da faixa reversível, defende Giffoni, pode ser alcançado com medidas como a fiscalização dos oito pontos de vans clandestinas existentes na via, a proibição de descarga de caminhões em local proibido e a retirada de um ponto de ônibus localizado na frente do Colégio Pedro II entre outras ações.
- Com a adoção dessas medidas, haveria essa melhora e não se precisaria da faixa reversível. Previ que haveria este atropelamento no dia da inauguração. Pais de alunos do Pedro II estão revoltados e pensando em fechar a rua como protesto - contou Giffoni.
A assessoria da secretaria municipal de Transportes adiantou que planeja fazer algumas mudanças. Entre elas, o aumento do número de guardas nos cruzamentos, a melhoria da sincronização dos sinais de trânsito e fazer com que a faixa reversível atinja o seu potencial de tráfego para desafogar as Ruas Mena Barreto e Visconde Silva, em Botafogo. Segundo a assessoria, a faixa reversível está subutilizada.
15:34 - 03/03/2009