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MACEIÓ - Os médicos autônomos que trabalham para o Sistema Único de Saúde (SUS) de Alagoas decidiram, na noite desta segunda-feira, em assembleia no Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL), que se descredenciarão do SUS. A saída não será em bloco, pois o processo é individual, explicou o presidente do Sinmed-Al, Wellington Moura Galvão.
De acordo com o médico, há cerca de dez anos, mais de mil profissionais autônomos trabalhavam com o SUS. - Atualmente, temos a ideia de que mais 300 médicos ainda trabalham com o SUS - disse.
Esses profissionais que resolveram deixar de atender pelo SUS são médicos autônomos, que faziam cirurgias eletivas - as programadas. Eles paralisaram as atividades em julho e voltaram a trabalhar em dezembro devido a uma decisão da Defensoria Pública. No entanto, voltaram a entrar em greve em 19 de janeiro.
Segundo Galvão, a tabela SUS tem defasagem de 12 anos. - O Ministério da Saúde não tem interesse em reajustá-la - disse.
A demanda de cirurgias eletivas está sendo feita no Hospital Universitário, mas, segundo Galvão, a instituição atende apenas 5% da demanda do Estado. - A grande maioria, 95% (da demanda), é feita em hospitais conveniados (filantrópicos ou particulares) que atendem de forma credenciada.
De acordo com o presidente do Sinmed-AL, atualmente, 100 cirurgias em média deixam de ser realizadas pelo SUS em Alagoas. Com o descredenciamento, a tendência é parar tudo. Casos de emergência são feitos no Hospital Público do Estado (HGE) em Maceió e em Arapiraca, que atende a demanda (urgência e emergência) do interior.
10:27 - 03/03/2009
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