Carlos Alberto Quiroga, REUTERS
LA PAZ - O governo da Bolívia adiou, nesta segunda-feira, por uma semana a segunda rodada do diálogo com a oposição em torno da adoção das autonomias regionais. Dessa forma, o presidente Evo Morales espera que seus adversários se convençam a aceitar a proposta, incluída na nova Constituição.
Embora sejam favoráveis às autonomias, os governadores oposicionistas se recusam a acatar totalmente a nova Constituição "plurinacional" e socialista, promulgada no último dia 7 por Morales como pilar de um espinhoso processo de "refundação" do país.
Os governadores oposicionistas de quatro dos nove departamentos, que não participaram do primeiro encontro há duas semanas, condicionaram sua presença a medidas como a libertação de pessoas que eles consideram ser "presos políticos". O governo rejeitou a exigência.
Ao anunciar que uma sessão do Conselho Nacional Autonômico prevista para quarta-feira, dia 4, foi adiada para terça-feira, dia 10, o ministro de Autonomias, Carlos Romero, disse que a mudança de data permitirá "ganhar tempo com propostas de caráter técnico" que facilitem "a presença de todos os 'prefectos' (governadores)".
- Recebi instruções do presidente para continuar com o diálogo e insistir na convocatória da oposição...Esperamos que os governadores opositores participem, embora saibamos que existem fortes pressões (de poderes regionais) para não assistir ao diálogo - declarou Romero a jornalistas.
O governador da rica região de Santa Cruz, Rubén Costas, e seus colegas dos departamentos amazônicos de Tarija e Beni lideraram no ano passado violentos protestos para exigir a autonomia, mas até agora se negam a iniciar a adequação à nova Constituição dos estatutos provisórios de autogoverno dessas regiões
21:32 - 02/03/2009