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RIO - Em entrevista coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, o secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, fez um balanço do carnaval 2009 na cidade e atestou que, apesar da crise mundial, a maior festa popular do planeta superou todas as expectativas, resultando em aumento do número de turistas e da renda gerada durante a folia momesca.
- Foi um carnaval muito bom. Superamos qualquer tipo de crise – afirmou o secretário, acrescentando que, apesar de uma pequena queda no número de turistas internacionais (20%), a alta do dólar favoreceu o aumento de visitantes de outras cidades e estados do país (26%).
Além do belo espetáculo na Marquês de Sapucaí, a festa também contou com um animado carnaval de rua. Cerca de 180 blocos receberam autorização das subprefeituras para desfilar e fizeram a alegria de milhares de foliões durante os dias de festa.
- O Carnaval de rua foi um sucesso. É certo que sempre temos que melhorar, mas conseguimos mostrar que o diálogo deu certo. Os blocos vieram conversar, nós conversamos com os blocos. Agora falta a população se conscientizar e cuidar melhor do espaço público – afirmou Antonio Pedro, em referência à utilização dos banheiros químicos espalhados pelos blocos.
Para resolver este e outros problemas no próximo carnaval, um grupo de trabalho está sendo montado, em parceria com a CET-Rio, para listar a quantidade de blocos e organizar os desfile e evitar que se formem os chamados "corredores" e fazer com que a quantidade de blocos por bairros seja uniforme. Com isso, contará a favor de cada bloco seu tempo de existência. Os mais antigos terão prioridade para desfilar em seu local de origem. Já os blocos que não tiveram o aval da prefeitura e mesmo assim desfilaram, terão sua licença negada já a partir do próximo ano.
O secretário de Turismo também afirmou que algumas empresas, principalmente as cervejarias, serão convidadas a auxiliar o carnaval do Rio, principalmente no que diz respeito à questão dos banheiros químicos. Uma das propostas é que as empresas sejam isentas da taxa de propagandas em caminhões em troca da instalação de banheiros químicos móveis.
- A quantidade de banheiros nunca será suficiente se a população também não se conscientizar. As pessoas precisam entender que é necessário respeitar a fila para a utilização dos banheiros – explicou o secretário.
O desfile das escolas de samba sofrerá algumas mudanças. A principal delas, segundo Antonio Pedro Figueira de Mello, será a transparência, principalmente na questão da utilização da verba recebida. Mas isso não significa que o carnaval deixará de ser terceirizado:
- O carnaval terceirizado é mais eficiente e de melhor qualidade – finalizou.
18:45 - 02/03/2009