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JERUSALÉM - O primeiro-ministro indicado de Israel, Benjamin Netanyahu, sofreu outro retrocesso nesta segunda-feira em sua busca por uma ampla coalizão depois que o Kadima, partido centrista de Tzipi Livni, retomou sua recusa pela união.
Em um comunicado, os membros parlamentares do Kadima disseram que "decidiram que não há condições para continuar com as negociações da coalizão".
Livni, atual ministra das Relações Exteriores, rejeitou a parceria política com o conservador Netanyahu, alegando que ele não se compromete com a visão, patrocinada pelos Estados Unidos, da criação de um estado palestino ao lado de Israel.
Uma segunda rodada de negociações pela coalizão entre o Kadima e o Likud, partido direitista de Netanyahu, terminou em discordância na sexta-feira e não foi marcado nenhum novo encontro.
O presidente Shimon Peres solicitou no dia 20 de janeiro que Netanyahu formasse um governo, depois que um bloco nacionalista, constituído por membros da direita e partidos religiosos judeus, conquistou a maioria das cadeiras do parlamento em uma eleição ocorrida 10 dias antes.
Mas o governo direitista poderia colocar Netanyahu, que entrou em choque com o Clinton na Casa Branca enquanto primeiro-ministro de 1996 a 1999, em um rota de colisão com a administração Obama, que afirmou o comprometimento dos Estados Unidos com a formação do Estado palestino.
Netanyahu quer que a relação com os palestinos tenha foco na economia e em questões de segurança, em vez de ficar centrada na questão territorial, um conceito que líderes palestinos rejeitam.
Ele disse nesta segunda-feira que ainda não desistiu do seu desejo de liderar amplamente o governo.
- Eu espero que esses esforços possam render bons frutos no futuro - disse Netanyahu, acrescentando que apesar de a lei ter lhe dado até 3 de abril para construir uma coalizão judicial, ele espera completar o trabalho o mais cedo possível.
- É importante para Israel ter um governo forte e ativo o quanto antes - disse Netanyahu, mencionando questões urgentes, como as tensões com o Hamas na Faixa de Gaza, o programa nuclear do Irã e o crescente desemprego interno.
O ministro da Defesa Ehud Barak, líder do partido Trabalhista, de centro-esquerda, não descartou a união com Likud, apesar de dizer que era cético em relação ao acordo dar certo.
- Eu não sei se haverá mais conversas com Netanyahu ou que rumo elas irão tomar - disse Barak a legisladores do partido nesta segunda- feira
18:25 - 02/03/2009