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Internacional

Guiné-Bissau tem futuro incerto após morte de presidente

JB Online

GUINÉ-BISSAU - País dos mais pobres da África Ocidental, Guiné Bissau se vê numa situação de futuro incerto, por conta dos assassinatos do presidente João Bernardo "Nino" Vieira, e do chefe do Estado-Maior do Exército, general Tagme Na Wai.

Segundo especialistas, os homicícios não foram mais do que o desenlace de uma profunda rivalidade entre Vieira e Tagme Na Wai, que nos últimos meses haviam travado relações muito tensas.

A União Africana (UA) e a Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) condenaram energicamente os assassinatos. Em comunicado emitido em Adis-Abeba (Etiópia), o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, lamentou o ocorrido.

- Estas mortes violentas ocorrem em um momento de renovados esforços da comunidade internacional para apoiar a construção da paz na Guiné-Bissau e a consolidação dos avanços no processo político do país após as eleições legislativas realizadas em novembro de 2008.

Segundo as leis do país, o presidente do Senado, Raimundo Pereira, assumirá interinamente a Presidência da Guiné-Bissau, até as próximas eleições, que serão convocadas em até três meses.

Desde sua independência de Portugal, em 1974, Guiné-Bissau sofreu uma série de golpes de estado e confrontos entre facções rivais do Exército. Além do mais, o país transformou-se, nos últimos anos, em rota do tráfico de cocaína procedente da América do Sul com destino à Europa.

17:29 - 02/03/2009










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