Agência ANSA
BISSAU - A comunidade internacional condenou o assassinato do presidente da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, cometido nesta segunda-feira, horas depois da morte do chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, Tagmé Na Waie, em um atentado.
O alto representante para Política Externa e Segurança Comum da União Europeia (UE), Javier Solana, condenou 'fortemente' o assassinato de Vieira, e fez um apelo à 'manutenção da ordem constitucional'.
Solana pediu que o país 'continue fiel à ordem constitucional e contribua para amenizar as tensões', segundo informou uma nota oficial da UE.
Por sua vez, o primeiro-ministro português, José Socrates, afirmou que o governo de Lisboa está 'disponível a ajudar' as autoridades de Guiné-Bissau a 'manter a ordem e a tranquilidade', depois da morte do presidente.
Portugal anunciou nesta segunda-feira uma reunião extraordinária da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CDLP) para analisar a situação do país após os incidentes. O secretário-geral da CDLP, Domingos Simões Pereira, também "condenou fortemente" o assassinato de Vieira.
Da mesma forma, a União Africana (UA) condenou os assassinatos do chefe de governo da Guiné-Bissau e do chefe de Estado-Maior, convidando os dirigentes políticos do país a continuarem unidos às legítimas autoridades do país.
A UA informou ainda ter iniciado contatos com os líderes regionais para organizar o mais rápido possível um encontro urgente para tratar a situação e tomar as necessárias decisões. Segundo um comunicado oficial, o presidente da Comissão da UA, Jean Ping, definiu como "vis e odiosos" os assassinatos ocorridos na Guiné-Bissau.
O governo do país decretou nesta segunda-feira sete dias de luto nacional pelo assassinato do presidente e do chefe de Estado Maior da Guiné-Bissau, segundo anunciou o Conselho de Ministros, que também pediu para a autoridade judiciária "formar uma comissão investigativa".
- Um luto nacional de sete dias foi decretado pelas cerimônias fúnebres do presidente João Bernardo Vieira e do chefe de Estado-Maior, Tagmé Na Waie - informa o comunicado. Além disso, o governo local pediu à população que mantenha a "calma" e o "respeito à ordem constitucional".
14:36 - 02/03/2009