Agência Senado
BRASÍLIA - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), deve conversar, na tarde desta segunda-feira, com autoridades responsáveis pela investigação de uma suposta rede de pedofilia que estaria atuando em Catanduva (SP). Além de buscar informações sobre o caso, o parlamentar deve definir formas para que a CPI possa colaborar na identificação dos pedófilos. Conforme notícias divulgadas pela imprensa, mais de 50 crianças e adolescentes podem ter sido abusadas sexualmente na cidade e pelo menos cinco suspeitos já foram detidos.
As investigações em Catanduva tiveram início no ano passado, a partir do alerta do diretor de uma escola pública da cidade, que desconfiou do comportamento de algumas crianças. No início de janeiro, após constatar o aliciamento dos menores em região pobre daquela cidade, a polícia prendeu José Barra de Melo, acusado de molestar as crianças e de distribuir imagens contendo pornografia infantil.
O caso ganhou repercussão no mês passado, com a divulgação de novas denúncias, que indicariam a existência de uma rede de pedofilia formada por pessoas de renome na cidade. Com a viagem a Catanduva, Magno Malta pretende conversar com a juíza responsável pela reabertura do caso, Sueli Juarez Alonso, e com outras autoridades locais, buscando a colaboração da CPI para agilizar a identificação e a punição dos responsáveis pelos crimes.
Conforme informações de Gláucio Ribeiro, chefe de gabinete de Magno Malta, o senador pelo Espírito Santo deverá apresentar à comissão, ainda esta semana, requerimentos propondo a convocação de suspeitos de participar da rede de pedofilia no interior de São Paulo. O parlamentar foi a Catanduva acompanhado de um promotor de Justiça que assessora a CPI.
13:55 - 02/03/2009
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