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BRASÍLIA - O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, se defendeu nesta segunda-feira das acusações de que teria escondido da Justiça uma casa comprada por ele em Brasília em 1996, avaliada em R$ 5 milhões.
Na época em que o imóvel foi adquirido, os bens de Agaciel estavam indisponíveis por uma decisão judicial porque ele estava sendo alvo de acusações de que teria liberado a gráfica do Senado para que alguns senadores pudessem imprimir material de campanha, o que é proibido.
Como estava com os bens indisponíveis, o diretor registrou a casa no nome de seu irmão, o deputado João Maia (PR-RN), que não declarou o bem nem para a Receita Federal nem para a Justiça Eleitoral.
Apesar de antes Agaciel ter reconhecido que teve que colocar o imóvel no nome de seu irmão por causa do bloqueio, hoje ele disse que não transferiu a propriedade por se tratar de uma 'operação familiar'.
- Esse foi o meu único erro, como era um negócio fraternal, de família, não fui ao cartório transferir o imóvel, o que vou fazer agora - disse.
O diretor apresentou documentos do Fisco que, segundo ele, comprovam que ele não deixou de declarar a mansão. - Como alguém esconde uma casa onde mora há 13 anos? No meu Imposto de Renda de 1996 mostra a venda da casa na QL 8 e a compra na QL 6. Está no meu Imposto de Renda - defende-se o diretor do Senado.
A denúncia da mansão não declarada foi trazida pela Folha de S.Paulo, mas, segundo Agaciel, o jornal superestimou o valor do imóvel. Segundo ele, em vez de R$ 5 milhões, a casa não conseguiria ser vendida por mais de R$ 2,5 milhões.
- O imóvel é em frente à usina de tratamento de lixo. É uma área desvalorizada. Ninguém vai dar esse valor em uma casa onde você não pode receber visita porque tem um odor muito forte - disse.
Além da declaração de Imposto de Renda, Agaciel mostrou nesta segunda-feira certidões negativas que comprovariam que não possui débitos com o TCU (Tribunal de Contas da União) e Justiça Federal.
O diretor disse que vai pedir ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para analisar os dados e ressaltou que é um servidor "exemplar" do Senado. - Eu vou mostrar a cada um dos senadores. Se o presidente Sarney julgar oportuno, faço um ofício para explicar tudo junto ao TCU - afirmou.
13:32 - 02/03/2009
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