Agência Brasil
MANAUS - O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Octavio Brandão Caldas Netto, disse que a bomba d'água que, a princípio, teria causado a explosão na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Manaus 'não teria condições de, sozinha, ter causado a tragédia'. - Provavelmente foi outra coisa - disse em entrevista à Agência Brasil.
- Pelas conversas que tive com os colegas que estão no local, as evidências apontam que eles estariam usando uma pequena serra, e não um maçarico, como foi divulgado na mídia - disse Brandão, sobre a possibilidade de os peritos vitimados terem usado maçarico para a abertura da bomba d'água.
- Como não havia testemunhas e os peritos trabalhavam sozinhos, ninguém sabe ainda exatamente o que estava sendo feito na sala - afirmou. Ele disse também que o material explosivo que será detonado hoje estava situado em outra sala, a mais de 10 metros de distância do local.
Brandão demonstrou cautela ao comentar o caso. - Em nossas atividades não podemos pressupor. Dessa forma, correríamos o risco de direcionar as investigações e ignorar vestígios - ressaltou.
Os peritos escalados para investigar a explosão já estão coletando material no local. As conclusões dos trabalhos periciais só serão divulgadas após a análise desse material.
13:18 - 02/03/2009