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BRASÍLIA - Deputados e senadores de diversos partidos reúnem-se nesta terça-feira para formalizar a criação de uma frente parlamentar que terá como foco o combate à corrupção. A ideia de se criar essa frente surgiu depois que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) fez uma série de denúncias de corrupção dentro de sua legenda, que contaria com o aval do governo e dos partidos da base aliada.
Para que os casos de corrupção, envolvendo irregularidades em fundos de pensão, não caiam no esquecimento, a frente será lançada. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) explicou, no entanto, que a ideia não é fechar o foco dos trabalhos simplesmente no PMDB, e sim elaborar uma agenda ampla que aborde a discussão de medidas que possam combater a corrupção dentro do Congresso Nacional.
- Amanhã faremos uma reunião inicial. A ideia é se criar uma frente pela transparência porque esse é o instrumento necessário para se coibir a corrupção - disse ele.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que também deverá integrar a frente, explica que o ideal é que o grupo consiga fazer pressão para que alguns projetos que visam acabar com a corrupção finalmente sejam votados no Congresso. - O grande objetivo é buscar um novo modelo político para o Brasil e lutar para aprovação de alguns projetos fundamentais, como o da lei de inelegibilidade. Se conseguíssemos aprovar esse, o Brasil se livraria numa tacada só de políticos que já foram condenados - explicou o senador. - Essa frente precisa fazer barulho suficiente para levantar pressão e conseguir implementar essas medidas - prosseguiu.
Outro que tem presença confirmada na frente, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) explicou que, apesar de ter uma ideia mais ampla, o foco inicial do grupo deverá ser o PMDB, em especial a proposta recentemente defendida pelo partido de se criar uma CPI para investigar todos os fundos de pensão do país. - Vamos compor uma agenda de debates, mas certamente o PMDB fará parte disso, principalmente porque o próprio partido está defendendo a CPI dos Fundos. Não podemos deixar frear essa discussão - defendeu o deputado.
A avaliação de alguns parlamentares é de que o PMDB só levantou a ideia de investigar os fundos por causa de uma disputa que o partido teve com o PT pelo controle da Real Grandeza - fundo de pensão de Furnas -, concorrência na qual os peemedebistas teriam sido derrotados.
Esse e outros temas deverão integrar a agenda de debates da frente anticorrupção. Serão convidados a integrar o grupo nomes como o dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).
Simon garante que vai aceitar o convite, mas ressalta que todos os partidos devem ser investigados pela frente, e não somente o PMDB. - Se me convidarem, farei parte com o maior prazer. Sendo contra a corrupção, aceito todas as teses - avaliou.
11:50 - 02/03/2009
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