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Ciência e Tecnologia

Descansar a mandíbula é terapia essencial

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BOSTON - Descansar a mandíbula é a terapia mais importante. Parar com mastigação e hábitos de morder os lábios, evitar abrir muito a boca enquanto bocejar ou rir (segurar o queixo com a mão ajuda), e comer temporariamente apenas comidas leves como iogurte, sopa, peixe, queijo e vegetais bem cozidos ou amassados e frutas. Também ajuda esquentar o lado do rosto e tomar remédio anti-inflamatório sem esteróide, por até duas semanas.

Outras medidas sugeridas pelas academias orofaciais incluem não inclinar ou dormir sobre a mandíbula e não tocar instrumentos de sopro ou de corda que pressionam, estendem ou empurram para trás a mandíbula.

Fisioterapia para restaurar a posição da espinha, cabeça, mandíbula e língua pode ajudar, bem como tratamentos de aquecimento ultra-som e diatermia de ondas curtas.

Alguns pacientes são ajudados por um anti-depressivo de baixa dosagem ingerido antes de dormir, ou medicação anti-ansiedade. Técnicas de relaxamento como massagem, ioga, terapia cognitiva, e conseguir atingir um ritmo de trabalho menos frenético também ajudam, de acordo com as descobertas de uma conferência nacional sobre dor.

Se você trinca ou range seus dentes, você pode usar um aparelho semelhante a uma dentadura, principalmente à noite, para prevenir esse comportamento prejudicial.

Mas Kaban alertou para não adotar qualquer tratamento caro ou irreversível antes de um diagnóstico completo e disse que terapias simples, e reversíveis foram testadas e apoiadas.

Assim como outras juntas, disse, a cirurgia é uma opção a ser feita em último caso, quando a administração de medicamentos se mostrou ineficaz. Como ele e os colegas escreveram, a cirurgia é para pacientes que nasceram ou desenvolveram más formações e pacientes com artrite que têm fragmentos de ossos frouxos ou que precisam de remodelagem de côndilos.

Kaban pediu aos pacientes para obterem uma análise completa do

problema antes de escolher a terapia, especialmente se têm sintomas como zumbido nos ouvidos e enxaquecas.

Ele disse que os médicos e dentistas deviam 'começar com a história do paciente – você pode conseguir de 80 a 90% da informação necessária apenas falando com o paciente sobre seus hábitos'. Isso devia ser seguido de um exame físico, verificando a fragilidade de músculos e dor na mandíbula, aberturas limitadas de mandíbula e barulhos.

Para aqueles com problemas complicados, ele sugeriu visitar uma clínica multidisciplinar temporomandibular, encontrada em muitos hospitais e escolas de odontologia.

09:37 - 25/02/2009










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