Iesa Rodrigues, JB Online
RIO - O Rique Gonçalves alegrou a festa, com seus tricôs de pontos abertos, corações aplicados ou em broches, garotos de toucas de tricô e óculos redondos brancos. Foi divertido e ao mesmo tempo, escondidas entre os casacos, estavam ótimas calças de gancho baixo (dohti? Saruel? Virou um vale-tudo).
Outro destaque do RMH a Stefania Rosa, de Brasilia, com alfaiataria de impacto, casacos e blusas com barras pregueadas e plissadas, pantalona larga, pregueada, tudo em tecidos cinzentos, de terno masculino. Acho que em breve ela sai do RMH e passa para a tenda solitária.
O tricô foi forte nesta edição. Uma das melhores seleções, da Pure (Belo Horizonte), com mesclados de marrom e brilhos, pontos rendados em vestidos curtos. Bom cachecol-gola, opção para as pashminas e cardigãs.
Do Alexandre Guimarães, o tema sucata estava pouco aparente, sem sacos de lixo ou garrafas pet. Na verdade, os vestidos dele são de tecidos de fraldas reciclados (o que será que significa isto? Usadas?), e o tactel de calção de surfista virou tecido de vestido chique.
O Sílvio Halleck promete em estilo, mas carece de experiência na alfaiataria. E a Tchibi, que fala com a menina que faz tricô, vê TV coreana, ouve rock e vive nas grandes cidades. Ela sabe que esta tribo gosta de simplicidade, dos tons de cinza e acessórios rápidos, como os casacos-xales e golas-echarpes.
18:18 - 16/01/2009