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SÃO PAULO - O sargento Atos Antônio Valeriano, contra quem Lindemberg Alves teria feito um disparo do apartamento onde manteve a ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, refém em Santo André, no ABC paulista, começou a prestar depoimento ao juiz José Carlos de França Carvalho Neto, no Fórum de Santo André.
Antes, os dois adolescentes rendidos por Lindemberg prestaram depoimento, entre as 11h e as 11h40. Um deles, Iago Vilela de Oliveira, afirmou que, quando a polícia chegou ao local, Lindemberg disse: 'agora o terror vai começar'.
Os depoimentos das vítimas não foram acompanhados por Lindemberg, que permaneceu na carceragem. Ele vestia uma camiseta branca, calça bege e chinelos brancos - a roupa usada no presídio.
Segundo os adolescentes, os dois estavam no apartamento com Eloá e Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, fazendo um trabalho de escola, quando o acusado chegou.
Os dois dissersam que foram agredidos: Iago levou um tapa e Victor Lopes de Campos, uma coronhada. Segundo os jovens, Lindemberg afirmava que o problema não era com eles, e sim com Eloá. Quando ela começava a chorar alto, ele ameaçava atirar contra os dois, segundo as testemunhas.
Vitor contou que deixou o apartamento quando começou a passar mal. Já Iago disse que, antes de sair, entregou um crucifixo a Lindemberg e deu um abraço no acusado. Ele teria, então, mandado que o adolescente saísse logo para não levar um tiro.
13:05 - 08/01/2009