Carlos Helí de Almeida, JB Online
RIO - Refilmagem de um clássico da ficção científica dos anos 50, O dia em que a Terra parou leva o público a sentir saudades da Guerra Fria. O filme original, dirigido por Robert Wise, traduzia de modo simples e assustador o medo da ameaça de aniquilação da humanidade, a partir da oposição entre as duas superpotência nucleares. No novo longa-metragem, conduzido por Scott Derrickson (diretor de O exorcismo de Emily Rose), a parábola atômica é substituída pela destruição do meio ambiente. Mas, ao contrário de assustar ou conscientizar, o resultado apenas condena o espectador à paralisia por tédio.
São promissores os momentos que antecedem a chegada de Klaatu (Keanu Reeves) – o alienígena encarregado de negociar a rendição do planeta ao bom senso – ao Central Park de Nova York (no filme original a aterrissagem acontece em Washington). Mas logo toda a tensão da trama – e, em conseqüência, a mensagem – se esvazia em diálogos rasteiros e interpretações idem. Mais um ponto para a versão de Wise, já que o desempenho dos atores, como o protagonista original Michael Rennie, ajudou a tornar seu filme especial.
11:37 - 08/01/2009