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Economia

Ibovespa volta ao patamar de outubro de 2008

SÃO PAULO, 6 de janeiro de 2009 - Sexta sessão consecutiva de valorização. Parece que o otimismo tomou conta dos investidores no início de 2009. Depois de acumular queda de 41,22% em 2008 - pior desempenho desde 1968 - o incremento de 1,91% registrado nesta terça-feira, aos 42.312 pontos, levou o Ibovespa a acumular alta de 12,68% nos três primeiros pregões do ano. Esta é a maior pontuação desde 6 de outubro de 2008, quando a bolsa marcou 42.101 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,81 bilhões, refletindo a volta dos estrangeiros.

"Uma confluência de fatores está trazendo esse otimismo aos negócios: petróleo em alta, pacote de resgate econômico norte-americano e expectativa de corte de juros no Brasil", afirma André Perfeito, economista da Gradual Corretora. Na sessão desta terça-feira, o economista ainda fez uma ressalva para a queda do dólar frente ao real, sem a intervenção do Banco Central (BC). "Isso também é bastante positivo", completa.

A valorização das commodities no mercado internacional - com o barril de petróleo superando os US$ 50 no intraday - alavancaram as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras e Vale do Rio Doce que, juntas, representam quase 35% do Ibovespa. "O barril de petróleo caiu muito depois de atingir os US$ 140. Embora o motivo da alta seja os conflitos no Oriente Médio, o movimento é bastante razoável", diz o economista da Gradual Corretora.

No front externo, o plano norte-americano de resgate econômico permanece sendo o destaque. A imprensa internacional noticiou que o pacote pode chegar a US$ 800 bilhões em investimentos, dos quais US$ 300 bilhões seriam destinados a pessoas físicas que ganham menos que US$ 200 mil ao ano.

Mas os agentes de mercado ficaram bastante atentos a divulgação da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos, referente a reunião realizada entre os dias 15 e 16 de dezembro. De acordo com o documento divulgado no final da tarde, os membros do Comitê observaram uma desaceleração econômica geral e irrestrita, levando-os a cortar os juros, de forma unânime, para uma banda que permite que a taxa oscile entre 0% e 0,25% ao ano. A minuta também apontou que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) revisou para baixo suas previsões de crescimento econômicos em 2009, além de prever uma "reativação moderada" em 2010.

Já os indicadores econômicos norte-americano divulgados durante o dia vieram conflitantes, com a melhora na atividade no setor de serviços contrastando com a acentuada queda nas encomendas à indústria.

(Vanessa Correia - InvestNews)

18:27 - 06/01/2009










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