Agência ANSA
CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, comparou nesta terça-feira a situação na Faixa de Gaza ao Holocausto e pediu à comunidade judaica de seu país que condene a ofensiva de Israel na região, que já fez mais de 600 vítimas.
O presidente lembrou que vivem na Venezuela tanto palestinos como israelenses, e que todos são bem quistos no país, mas ressaltou que a comunidade judaica precisa condenar o que qualificou como uma 'barbaridade'.
- Vocês não condenam com força todo ato de perseguição e o Holocausto? E o que é isso que estamos vendo? Coloquem a mão no coração e sejam justos - disse Chávez, dirigindo-se aos judeus que vivem na Venezuela.
O presidente conclamou também a oposição de seu país a criticar a ofensiva israelense, iniciada no dia 27 de dezembro.
- Pergunto-me o quanto estão sofrendo as crianças palestinas. São uns covardes, pois bombardeiam povos inocentes. Que tremendos soldados são, como são valentes os soldados de Israel - afirmou Chávez, que chamou ainda os soldados israelenses de 'covardes'.
Estas não foram as primeiras críticas de Chávez à ação de Israel. Ontem, durante um ato de seu Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), ele classificou a situação em Gaza como um 'genocídio realizado por um governo assassino, braço executor dos Estados Unidos'.
O presidente venezuelano disse também que o mundo árabe 'devia colocar-se de pé' e anunciou que seu governo já entrou em contato com países do Oriente Médio e organizações internacionais para levar ajuda humanitária a Gaza.
O governo venezuelano ordenou nesta terça-feira a expulsão do embaixador de Israel em Caracas em sinal de protesto contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza e de solidariedade com o povo palestino, annunciou a chancelaria venezuelana em comunicado.
- A Venezuela decidiu expulsar o embaixador de Israel e parte do pessoal da embaixada israelense, para reafirmar sua vocação de paz e sua exigência de respeito ao direito internacional - destaca o texto.
18:18 - 06/01/2009