REUTERS
SÃO FRANCISCO - As empresas de tecnologia podem ter atraído rivais com ofertas tentadoras e caras de aquisição em 2008, mas este ano o maior atrativo deve ser a segurança. Na ausência de sinais de recuperação econômica iminente, as empresas de tecnologia estão se concentrando em gerar receita 'decente' e tentando enfrentar a queda nos preços das suas ações e nos cortes de gastos pelos consumidores.
Quando avaliarem oportunidades de adquirir rivais, as empresas serão mais cautelosas e optarão por acordos que não utilizem todas as suas reservas de caixa e nos quais a empresa a ser adquirida disponha de negócios saudáveis e com boa geração de caixa, que possam ser digeridos de forma indolor.
Isso significa que 2009 pode bem ser o ano das transações de pequeno e médio portes, dizem profissionais de bancos e de empresas de venture capital.
Pode haver um punhado de aquisições multibilionárias, especialmente se a Microsoft ressuscitar sua oferta pelo Yahoo, mas as ofertas superdimensionadas responderão por porcentagem menor das transações no setor de tecnologia este ano, comparado aos cinco anos passados, disseram as fontes.
- As empresas grandes, estratégicas e com grandes reservas de caixa não devem realizar aquisições de grande porte, transformadoras - disse Jeff Bistrong, que comanda o grupo de tecnologia no banco de investimento Harris Williams.
- A maioria das empresas vai manter o poder de fogo e a liquidez por quanto tempo for possível, tendo em vista a duração indeterminada da desaceleração atual - afirmou Bistrong.
Os bancos que operam no setor de tecnologia disseram que não deve haver muitas transações nos meses iniciais do ano, mas que o ritmo se acelerará moderadamente no segundo semestre, em meio a quedas ainda maiores nos valores das empresas.
12:08 - 06/01/2009