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CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na segunda-feira que a emenda constitucional que propõe eliminar o limite a sua reeleição deve incluir a mesma possibilidade para governadores e prefeitos, uma opção que ele havia rejeitado no passado.
Em 2007, Chávez negou-se a incluir a reeleição das autoridades locais numa ampla reforma da Constituição, derrotada por uma margem pequena em referendo nacional, alegando que essa medida criaria feudos e caudilhos.
Após a derrota nas urnas, a primeira do 'chavismo' numa dezena de eleições, analistas disseram que alguns governadores e prefeitos não fizeram campanha em favor da reforma porque anulava suas aspirações de poder, em processo que teve alta abstenção.
- Quero que o direito à livre postulação sem restrições, como se está plantando... para o presidente da República, seja estendido a governadores e prefeitos, deputados, deputadas - disse o presidente em ato de seu partido transmitido pela televisão estatal.
Chávez, que diz liderar uma revolução socialista, argumentava que a reeleição de autoridades locais criaria pequenos caudilhos nas regiões, mas agora assegura que se trata de uma ruptura com o modelo tradicional que permitirá premiar as gestões eficientes.
Sem a emenda, Chávez deve deixar o cargo em 2013. A Assembléia Nacional, amplamente dominada pelo governo, aprovou em dezembro a primeira discussão da emenda que Chávez impulsionou como presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV). Nos próximos dias, haverá a segunda discussão.
O presidente disse que a proposta será apresentada à autoridade eleitoral (CNE) em 16 de janeiro, que tem 30 dias para submetê-la a referendo a partir de sua recepção formal, confirmando sua proposta de que a votação aconteça dia 15 de fevereiro.
Os críticos do governo afirmam que a emenda abre a possibilidade para que Chávez se perpetue no poder indefinidamente.
20:28 - 05/01/2009