Eloisa Leandro, JB Online
RIO - O secretário municipal de Saúde de Defesa Civil, Hans Dohamn não gostou nada do que viu durante a sua primeira visita ao Centro de Controle de Vetores do Rio, em São Cristovão, na manhã de ontem. Prioridade na gestão do prefeito Eduardo Paes, as instalações do local responsável pelo combate à dengue foi considerada lastimável pelo secretário. Segundo ele, a infra-estrutura do prédio provoca a perda de material educativo de prevenção à doença, além de “desumano” para abrigar os funcionários.
- As condições de trabalho são inadequadas, o que certamente só valoriza o esforço desses profissionais. As instalações não podem ser consideradas dignas. Esses agentes são verdadeiros heróis e merecem condições dignas de trabalho o mais breve possível – lamenta Hans, ao ressaltar que até os computadores usados para armazenar informações da coordenação são dos funcionários.
O secretário voltou a afirmar que a área de saúde é a mais complexa. Ele prometeu melhorias e disse que vai mudar o quadro de precariedade que se encontra o Centro de Controle de Vetores do Rio hoje. Durante a vistoria, Hans Dohamn ficou surpreso com a falta de reforma do local. Segundo ele, o prédio não deve passar por reformas há anos, já que o teto do almoxarifado central está prestes a desabar, paredes estão mofadas e infiltrações estão a olho nu por toda a parte.
O secretário anunciou que a Secretaria Municipal de Obras já foi informada e dentro dos próximos dias fará uma vistoria no local. A Defesa Civil também foi acionada para verificar se há riscos para os funcionários. A Comlurb também foi convoca para integrar uma ação conjunta para melhorar as condições de trabalho e o armazenamento de arquivos e materiais para o trabalho dos agentes de saúde.
- Vamos melhorar esse lugar. Não pode ficar do jeito que está – promete.
Como disse no dia anterior, em vistoria ao Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, o secretário afirmou que as ações não serão no curto prazo, mas que todo o sistema de saúde do município será reestruturado. Hans considerou a atual situação da saúde no Rio “problemática”.
- Vamos regionalizar o sistema de saúde nas dez principais regiões da cidade, porque a proposta é investir no Programa de Saúde da Família, dando a atenção básica necessária para os moradores. Diante este quadro, evitaremos ainda a superlotação dos hospitais. Cada região terá o seu programa e hospital de referência. Volto a afirmar que ao final dos quatro anos da gestão, o prefeito Eduardo Paes entregará um sistema de saúde muito melhor para a população – finaliza.
19:58 - 05/01/2009