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Economia

Bolsa sobe pelo 5º dia e supera os 41 mil pontos

SÃO PAULO, 5 de janeiro de 2009 - Pelo quinto dia consecutivo, o índice acionário da BM&FBovespa marcou valorização, desta vez puxado pela forte alta de papéis atrelados às commodities - Vale do Rio Doce, Petrobras e companhias de mineração e siderurgia. Ao final dos negócios, a bolsa brasileira registrou avanço de 3,17%, aos 41.518 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,46 bilhões.

Porém, a única commodity que registrou alta foi o petróleo. Já o níquel, cobre e alumínio, por exemplo, encerraram a segunda-feira em queda, em Londres. "Não foi a alta das commodities que influenciou o movimento. A valorização do índice de metais em Wall Street [que contempla as 40 maiores empresas norte-americanas de metais e energia] pode ter sido a responsável", afirma Luiz Roberto Monteiro, analistas de investimentos da Corretora Souza Barros.

As ações preferenciais série A e ordinárias da Vale do Rio Doce dispararam mais de 9%. Já as os papéis da Petrobras avançaram mais de 3%. "Rumores de mercado apontam que nos últimos dois dias foram registradas várias ordens de compra, por parte dos estrangeiros, para as ações da Vale e Petrobras", completou Monteiro.

Mas, ao contrário do Ibovespa, o restante dos principais índices acionários mundiais refletiu a cautela dos investidores quanto às declarações do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. Ele afirmou hoje que o pacote bilionário de estímulo econômico pode não ser aprovado tão rápido quanto se espera.

O plano, avaliado entre US$ 775 bilhões e um US$ 1 trilhão pelo chefe da maioria democrata na Câmara dos Deputados, Steny Hoyer, deverá ser aprovado no início de fevereiro, ou seja, depois da chegada do novo presidente à Casa Branca. "Queremos realmente que o plano seja submetido à Câmara dos Representantes antes do fim de janeiro, para que possa ser enviado em seguida ao Senado e ao presidente Barack Obama no início de fevereiro, declarou Hoyer.

Ainda por lá, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) comunicou que começou a recomprar títulos endossados a créditos imobiliários junto a organismos de refinanciamento hipotecário americanos, iniciando uma nova etapa de apoio à economia. Fannie Mae e Freddie Mac estão sendo beneficiadas.

O programa foi adotado pelo banco central norte-americano no final de novembro como uma nova etapa do combate à crise dos créditos, resultado de um colapso do mercado imobiliário que envolveu o setor financeiro e debilitou a atividade econômica do país. O Fed selecionou quatro administradores de investimentos para gerenciar o programa: BlackRock, Goldman Sachs, PIMCO e Wellington Management Company. O banco central norte-americano deve comprar até US$ 100 bilhões em títulos hipotecários, além de US$ 500 bilhões através das firmas de investimentos.

(Vanessa Correia - InvestNews)

18:41 - 05/01/2009










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