Para Hideaki Iha, gerente da Fair Corretora, além das expectativas positivas com Obama e da alta da bolsa, os desmontes de posições compradas no mercado futuro e o fluxo ainda pequeno por conta das incertezas com o cenário lá fora justificaram o acentuado recuo do dólar. "O câmbio devia ter acompanhado o mercado lá fora. Não houve motivos para cair tanto", avaliou o gerente, estimando que o dólar deve continuar oscilando em torno de R$ 2,30 no curto prazo, enquanto a credibilidade não for restaurada, e cair abaixo deste patamar apenas no decorrer do ano quando as medidas de estímulo do novo presidente norte-americano forem colocadas em prática. "Daqui para frente tudo vai depender do que Obama conseguir fazer por lá", resumiu Iha.
Na agenda, o Departamento de Comércio dos EUA informou que o nível de gastos na construção civil caiu 0,6% em novembro, ante projeções de 1,3%. Os investidores também reagiram bem às palavras deste final de semana de Obama, que anunciou um pacote estimado de até US$ 775 bilhões que visa criar três milhões de empregos. Parlamentares dizem que a medida provavelmente incluirá cortes fiscais de US$ 300 milhões.
Somado a isso, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) comunicou que começou a recomprar títulos endossados a créditos imobiliários junto a organismos de refinanciamento hipotecário americanos, iniciando uma nova etapa de apoio à economia.
Aqui, o BC voltou a atuar e vendeu US$ 650 milhões no mercado por meio de leilão de venda conjugado com leilão de compra de dólares. Foram aceitas, ao todo, três propostas.
(Simone e Silva Bernardino - InvestNews)
17:15 - 05/01/2009