Sobre o ecstasy, o relatório de UNODC aponta que 0,2% da população entre 12 e 65 anos é usuária, mas a referência mais forte é o volume de apreensão, que saltou de 15.804 comprimidos em 2002 para 211.245 em 2007, mais de 10 vezes o número de unidades confiscadas em 2006.
No quesito drogas injetáveis, o Brasil aparece ao lado de China, Estados Unidos e Rússia, que lideram o ranking com consumo acumulado de 45% dos usuários do planeta. Esse dado justifica também a posição de terceiro país no índice de contaminação por HIV. Com um índice de 48% de contaminação, o Brasil está atrás apenas de Estônia (72.1%) e Argentina (49.7%).
Embora a pesquisa não indique uma explosão no consumo, o representante do UNODC, Bo Mathiasen, diz que os dados vão na contramão da ideia de legalização total ou parcial do uso de drogas. – Haveria uma epidemia no Brasil. Se a ONU estima que 500 milhões de pessoas morrerão pelo uso do cigarro neste século, muito mais morreriam pelo consumo de cocaína, heroína e outras drogas – diz ele. A entidade avalia que o governo deve combinar prevenção e tratamento de usuários com medidas de repressão, focando as grandes quadrilhas envolvidas no tráfico de drogas.
– O Estado brasileiro deve ampliar o esforço de conscientização dos potenciais consumidores e manter uma política de repressão sem tréguas – afirma o diretor do departamento de combate ao crime organizado da PF, Roberto Troncon. (V.Q.)
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009 - 00:00