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Índice - Ciência e Tecnologia

Empresa baiana fecha parceria inédita com IBM

Joana Duarte

Se Bjarne Stroustrup, cientista da computação dinamarquês mais conhecido como o pai da linguagem de programação C++, estiver certo em dizer que "a civilização atualmente corre sobre softwares", a baiana Softwell Solutions – fornecedora de ferramentas de desenvolvimento de softwares corporativos – esforça-se para aprimorar os trilhos. A empresa acaba de assinar contrato de parceria com a gigante IBM para a comercialização conjunta de um novo produto de desenvolvimento rápido de software que envolverá a plataforma Maker, da Softwell e a Rational, da IBM. Trata-se da primeira fusão de produtos de hardware na América Latina, a terceira em todo o mundo.

– O objetivo é fazer da IBM o braço direito de marketing da Softwell – explica Ricardo Mansano, diretor de negócios da IBM na América Latina. – Queremos levar aos vendedores da IBM a opção de oferecer para seus clientes o Maker, com alguns aplicativos do Rational.

A plataforma da Softwell chamou a atenção da IBM por ser uma ferramenta de desenvolvimento de softwares que acelera em até 60 vezes o processo de criação, minimizando tempo e custos na elaboração de programas e aplicativos. Voltada para facilitar a técnica de Desenvolvimento Rápido de Aplicativos (RAD, na sigla em inglês), a plataforma é o carro-chefe da Softwell e a primeira totalmente nacional.

O Maker vem deixando para trás concorrentes de peso – inclusive a própria IBM – por permitir a criação de soluções web sem a necessidade de escrever linhas de código. Por isso, até quem não tem experiência nas centenas de linguagens existentes no mercado poderá usar a ferramenta para desenvolver um aplicativo – basta ter conhecimento de lógica de programação. As licenças da solução Maker já estão instaladas em cerca de 500 empresas espalhadas pelo Brasil, Espanha e Portugal.

– Desenvolvemos o Maker em nove anos, investimos milhões e causou muitos cabelos brancos – conta Freire, que contratou 1.200 engenheiros, programadores e especialistas de domínio para desenvolver a ferramenta. – Hoje nós atuamos fora do país, mas sofremos preconceito por sermos uma empresa de TI baiana. Por meio dessa parceria com a IBM, espero que comecem a reconhecer nosso valor. Não é só de água-de-côco e acarajé que vive a Bahia.

Segunda-feira, 01 de Junho de 2009 - 00:00









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